- Estudo nacional da Fiocruz analisou dados de 5.566 municípios brasileiros e séries climáticas ao longo de 20 anos.
- Os pesquisadores consideraram onda de calor quando houve pelo menos dois dias consecutivos com altas temperaturas.
- O levantamento aponta que ondas de calor causaram 120 mil mortes no Brasil nesse período.
- A mortalidade está ligada à vulnerabilidade social das regiões afetadas.
- O estudo ressalta impactos da saúde pública e a relação entre calor extremo e desigualdade social.
O calor extremo já deixou cerca de 120 mil mortes no Brasil em um período de 20 anos, segundo o primeiro estudo nacional sobre o tema. A pesquisa associa as ondas de calor à vulnerabilidade social no país.
Avião de dados foi utilizado pela Fiocruz para mapear o impacto, envolvendo 5.566 municípios brasileiros. Os pesquisadores cruzaram séries climáticas com informações de saúde ao longo de duas décadas, adotando como critério ondas de calor de pelo menos dois dias consecutivos.
O estudo aponta que a vulnerabilidade social amplifica os efeitos das ondas de calor, contribuindo para o risco de mortalidade. A análise busca embasar políticas públicas voltadas à proteção de populações mais expostas.
Os resultados reforçam a relação entre condições sociais precárias e maior impacto das mudanças climáticas na saúde. A Fiocruz afirma que os dados podem orientar ações de prevenção e resposta a emergências.
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