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Cientistas descobrem ninho de futuras estrelas no centro da Via Láctea

Ilha de gás no centro da Via Láctea pode tornar-se berço de estrelas jovens, com gravidade suficiente para manter o material unido

A área encontrada pelos cientistas graças ao telescópio ALMA, o mais potente do mundo, localizado no Chile - (crédito: Reprodução/ Wikimedia Commons)
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  • Astrônomos da Universidade de Harvard & Smithsonian identificaram uma ilha de gás no centro da Via Láctea, que pode virar berço de novas estrelas, com apoio do telescópio ALMA.
  • A estrutura se assemelha a um filamento de gás com pequenos movimentos aleatórios, que se desfazem, tornando-se mais turbulento e rápido em determinadas regiões.
  • A região apresenta gravidade suficiente para manter o gás unido, o que indica potencial para formação estelar.
  • O estudo foi apresentado na 248ª reunião da Associação Astronômica Americana, com a autora principal Rojita Buddhacharya; o coautor Qizhou Zhang destaca o uso de aprendizado de máquina para localizar “ilhas de calma” no Centro Galáctico.
  • Pesquisadores planejam analisar áreas de gás calmo que possam desencadear formação de estrelas, apoiados por mais de dez milhões de dados espectrais.

Cientistas da Universidade de Harvard & Smithsonian identificaram no centro da Via Láctea uma ilha de gás que pode ser um berço de futuras estrelas. A descoberta ocorreu com o uso do telescópio ALMA, considerado o mais potente do mundo, e aponta condições favoráveis à formação estelar.

O achado foi apresentado na 248ª reunião da Associação Astronômica Americana, em Pasadena, Califórnia. O estudo tem como autor principal a estudante Rojita Buddhacharya, vinculada ao Centro de Astrofísica da Harvard & Smithsonian e à Liverpool John Moores University.

Os pesquisadores mostraram um filamento de gás com movimentos aleatórios que, com o tempo, se tornam mais turbulentos e rápidos. A gravidade no local parece suficiente para manter o gás unido, sugerindo potencial de formação de estrelas jovens.

Contexto e próximos passos

Segundo o coautor Qizhou Zhang, o objetivo é mapear o “gás precoce” que desencadeia o nascimento estelar. A equipe desenvolve ferramentas de aprendizado de máquina para detectar regiões de gás calmo no Centro Galáctico, com base em dezenas de milhões de dados espectrais.

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