- Estudo com mais de 1.300 motoristas com enxaqueca aponta que sintomas podem atrapalhar habilidades ao dirigir, como atenção e percepção do ambiente.
- Mais de setenta por cento relataram dor de cabeça durante deslocamentos; crises ocorreram em cerca de 13% dos trajetos.
- Durante a crise, cerca de 69% mencionaram queda da atenção, além de inquietação e irritabilidade.
- A enxaqueca pode aumentar a sensibilidade a estímulos do trânsito, como luz, ruídos e outros choques visuais; aura pode aparecer antes da dor.
- Aproximadamente 18% dos participantes relataram pelo menos um acidente no ano anterior; há associação, mas sem comprovar que a enxaqueca seja a causa direta. Em caso de sintomas que comprometam atenção ou visão, pode ser mais seguro adiar o trajeto; estudo publicado na Scientific Reports.
Dirigir com enxaqueca pode ocorrer no trânsito, quando a atenção é vital. Um estudo com mais de 1.300 motoristas diagnósticados mostrou que crises podem surgir durante trajetos e afetar habilidades essenciais ao volante. Os sintomas vão além da dor e incluem sensibilidade à luz e irritabilidade.
Entre os avaliados, mais de 70% já sentiram dor de cabeça ao dirigir, e 13% dos trajetos relataram crises. Durante as crises, 69% mencionaram queda de atenção, além de inquietação e sensibilidade a estímulos como faróis e ruídos.
A pesquisa observou que a enxaqueca pode aumentar a sensibilidade a estímulos do trânsito e comprometer a concentração. A associação com acidentes foi relevante: 18% dos participantes tiveram pelo menos um acidente no ano anterior, com maior frequência entre formas crônicas e com aura.
Quando evitar dirigir
Não há regra única para todos. Recomenda-se cautela quando a crise compromete atenção, percepção ou visão. Alterações visuais, tontura, sonolência, dificuldade de concentração ou dor intensa indicam que adiar o trajeto pode ser mais seguro.
Informações do estudo
Os dados apontam que sintomas durante crises dificultam tarefas ao volante, mas não comprovam causalidade entre enxaqueca e acidentes. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports e reforça a importância de reconhecer sinais corporais antes de dirigir.
Fonte: Scientific Reports.
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