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Emoção da Copa pode aumentar riscos cardíacos entre torcedores

Em meio à emoção da Copa, pacientes com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, infartos ou crises hipertensivas, agravadas por calor, álcool e estresse

Infarto, coração
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  • A emoção da Copa pode acelerar o coração, aumentar a pressão arterial e liberar adrenalina, o que pode desencadear arritmias em pessoas com doenças cardíacas, principalmente em jogos decisivos.
  • Quem tem doença cardiovascular, inclusive não diagnosticada, fica mais vulnerável a complicações durante as partidas, já que a adrenalina atua como gatilho para problemas cardíacos.
  • Um caso recente de infarto durante a Copa de 2026 reforça o alerta: estresse e aumento da demanda de oxigênio pelo coração podem piorar situações já existentes nas artérias coronárias.
  • O calor intenso e o consumo de álcool aumentam o risco, pois a desidratação eleva o esforço do coração e a adrenalina somada ao calor pode favorecer complicações em pessoas predispostas.
  • Sinais de alerta incluem dor no peito, palpitações, tontura, desmaio e falta de ar; se surgirem, procure atendimento médico imediatamente ou ligue para o SAMU em casos de desmaio ou suspeita de parada cardíaca.

Durante a Copa do Mundo, emoções intensas podem provocar reações no corpo. Gols nos acréscimos, disputas de pênaltis e jogos decisivos elevam a atividade do coração e o nível de hormônios como adrenalina e cortisol. Em pessoas com doenças cardíacas, mesmo não diagnosticadas, isso pode desencadear arritmias, crises hipertensivas ou infarto.

A relação entre estresse emocional e problemas cardíacos é bem estabelecida entre especialistas. Quando a adrenalina aumenta, o coração recebe mais estímulo elétrico e pode disparar sinais de arritmia em indivíduos predispostos. A Copa intensifica esse cenário por reunir grandes torcidas e partidas de alto risco.

Em jogo, o gatilho fica mais evidente

Segundo o cardiologista Cristiano Faria Pisani, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, a combinação de emoção forte e predisposição cardiovascular explica parte dos ocorridos durante grandes competições. Pessoas com doença cardíaca não diagnosticada ficam mais vulneráveis.

Ele explica que a adrenalina acelera o ritmo cardíaco e pode alterar o ritmo em quem tem predisposição. Muitas pessoas só descobrem a condição após um episódio grave durante a partida, quando a emoção é apontada como causa principal.

Como o contexto da Copa aumenta o cuidado

Jogar em eliminatórias, lidar com pênaltis e conviver com ansiedade elevada prolongam o estresse. Em situações de alto estímulo, o organismo pode demandar mais oxigênio do coração, elevando o risco de complicações em quem já tem obstruções nas artérias.

Pisani destaca que infarto ocorre pela interrupção do fluxo sanguíneo ao músculo cardíaco. O estresse pode agravar placas nas artérias, aumentando a gravidade da obstrução e o risco de infarto, mesmo em torcedores jovens.

Calor, bebida e ritmo de vida

Temperaturas elevadas em cidades-sede da Copa ajudam a desidratar e a exigir mais do corpo. O coração trabalha mais para regular a temperatura, o que, somado a adrenalina e consumo de álcool, pode favorecer arritmias em pessoas predispostas.

O calor, o álcool e a agitação típica das festas esportivas podem, juntos, elevar o risco em quem já possui fatores de risco ou doença cardíaca. A combinação é especialmente preocupante durante deslocamentos e permanência ao ar livre.

Sinais e prevenção

Mesmo pessoas mais jovens podem apresentar sinais de alerta, como dor no peito, palpitações, tontura, desmaio e falta de ar. A orientação é procurar avaliação médica para investigar qualquer sintoma persistente.

Mais importante que a idade é saber se há doença cardíaca em curso. Manter hábitos saudáveis, alimentação balanceada, peso adequado, atividade física regular e não fumar ajudam na prevenção.

O que fazer em caso de emergência

Em caso de dor intensa no peito durante ou após a partida, procurar atendimento médico imediato. Desconforto persistente não deve ser ignorado. Em desmaio ou suspeita de parada cardíaca, acione o SAMU rapidamente e, se houver alguém treinado, inicie suporte básico de vida até a chegada de ajuda especializada. A rapidez aumenta as chances de sobrevivência e pode fazer a diferença entre vida e morte.

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