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Hemograma continua sendo um exame essencial na prática clínica

Hemograma identifica anemia, infecções e alterações hematológicas precocemente, orientando diagnóstico e acompanhamento médico

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  • O hemograma avalia glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, oferecendo visão sobre oxigenação, defesa do organismo e coagulação.
  • Pode indicar anemia e fornecer pistas sobre a saúde, considerando hemoglobina baixa e características das hemácias para identificar causas como deficiência de ferro ou de vitamina B12.
  • Alterações nos glóbulos brancos e nas plaquetas podem sinalizar infecções, inflamações, uso de medicamentos ou doenças hematológicas, dependendo do número e da morfologia das células.
  • Em alguns casos, doenças do sangue são detectadas precocemente por hemograma de rotina, antes de aparecerem sintomas mais evidentes.
  • A interpretação cabe a um profissional de saúde; resultados alterados não equivalem, por si só, a doença grave, nem resultados normais excluem problemas.

O hemograma continua sendo um dos exames mais solicitados na prática médica. Ele costuma constar em check-ups, antes de cirurgias ou em investigações quando surgem cansaço, febre ou sangramentos. Apesar de simples e de baixo custo, permite entender o funcionamento do organismo.

O exame analisa três componentes do sangue: glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Cada um cumpre função essencial: oxigenação, defesa contra infecções e coagulação, respectivamente. A avaliação conjunta orienta o raciocínio médico.

O que o hemograma avalia

Ao observar os glóbulos vermelhos, é possível detectar anemia, especialmente quando a hemoglobina está baixa. A anemia pode ter várias causas, como deficiência de ferro, de vitamina B12, perdas de sangue ou alterações na medula óssea.

Na deficiência de ferro, as hemácias costumam ser menores e mais pálidas. A deficiência de B12 pode deixar as hemácias maiores e pode provocar sintomas neurológicos em alguns casos. O hemograma também ajuda a diferenciar entre causas da anemia.

Glóbulos brancos e plaquetas

Os glóbulos brancos aumentam em infecções e inflamações, mas podem diminuir, elevando o risco de infecções. Alterações relevantes podem indicar doenças hematológicas, como leucemias ou linfomas.

As plaquetas ajudam a coagulação. Níveis baixos aumentam o risco de sangramentos; níveis altos podem indicar inflamação, deficiência de ferro ou doenças da medula óssea. A interpretação requer contexto clínico e exames adicionais.

Diagnóstico precoce e interpretação

O hemograma pode revelar doenças antes de sintomas claros, levando a investigações mais detalhadas. Um resultado alterado guia o médico para exames complementares, sem impedir o diagnóstico definitivo. O exame sozinho não determina a gravidade.

Muitas pessoas buscam atendimento apenas quando já apresentam sinais. Fatores como tempo, acesso à saúde e receio de diagnóstico contribuem para atrasos. A detecção precoce depende de acompanhamento regular e avaliação médica.

Texto escrito pelo hematologista Pedro Neffá (CRM 172414/SP | RQE 10093 | RQE 100936), hematologista dos hospitais Vila Nova Star e São Luiz Itaim, da Rede D’Or

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