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Ondas de calor no Brasil causam 120 mil mortes em 20 anos

Estudo com dados do SUS aponta que ondas de calor causaram 120 mil óbitos no Brasil entre 2000 e 2019, 1% da mortalidade, com 80% entre 65 anos ou mais

Onda de calor estão relacionadas a mudanças climáticas no Brasil
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  • Entre 2000 e 2019, ondas de calor no Brasil associaram-se a cerca de 120 mil mortes, representando 1% do total de óbitos no período.
  • Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) foram usados em 5.566 municípios para mapear mortalidade ligada ao calor.
  • Pessoas com 65 anos ou mais foram o grupo mais afetado, respondendo sozinhas por 97 mil óbitos (80% do total dos 20 anos analisados).
  • As principais causas de óbito envolvendo calor são doenças cardiovasculares e respiratórias; crianças com menos de dez anos tiveram maior incidência de diarreias associadas à desidratação.
  • O estudo, coordenado por Fiocruz e pela Universidade Federal da Bahia, teve apoio dos projetos Ciência&Clima e ProAdapta e foi publicado em 17 de maio para embasar ações do SUS frente à mudança climática.

O estudo brasileiro sobre ondas de calor aponta que, entre 2000 e 2019, pelo menos 120 mil óbitos tiveram relação com eventos de calor em todo o país. O saldo representa cerca de 1% da mortalidade total nesse período.

A pesquisa analisou dados de óbitos registrados no SUS em 5.566 cidades. Entre as faixas etárias, os idosos com 65 anos ou mais foram os mais atingidos, respondendo por aproximadamente 97 mil mortes, ou 80% do total da janela investigada.

As mortes por doenças cardíacas e respiratórias aparecem entre as principais causas relacionadas ao calor extremo. Crianças com menos de 10 anos apresentaram maior vulnerabilidade a diarreias, possivelmente associadas à hidratação inadequada.

A coordenação ficou a cargo de equipes da Fiocruz e da UFBA, integrando os projetos Ciência&Clima e ProAdapta. A publicação teve o objetivo de mapear a frequência, intensidade e duração das ondas de calor e seus impactos no SUS.

Os pesquisadores destacam que a caracterização nacional das ondas de calor pode embasar estratégias de gestão de risco, fortalecendo o SUS frente às mudanças climáticas por meio de evidências sobre riscos crescentes de mortalidade e hospitalizações.

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