- O diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, afirmou que cortes de geração devem ficar mais frequentes nos próximos anos, usados de forma pontual em momentos de excesso de energia.
- A projeção foi apresentada durante o Enase, em sete de junho de dois mil e vinte e seis, com a previsão de uso mais frequente do recurso.
- A queda da demanda mínima, aliada ao crescimento da geração renovável, especialmente solar distribuída, sustenta a “barriga do pato” – menos consumo durante o dia e mais geração, no período.
- A solução envolve ampliar a “perna do pato” ou colocá-lo no regime, aumentando a carga nos horários de sobra de energia ou reduzindo o excesso de geração, mas não há solução rápida devido à estrutura da matriz elétrica.
- Em sessenta e sete dias de dois mil e vinte e seis o ONS acionou pela primeira vez o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes, com gestão de 1.000 MW entre 10h e 14h; o plano prevê cortes de geração (curtailment) e pode ser usado sempre que necessário, além de discutir modernizar o tarifas para sinais econômicos sobre sobra e escassez.
O diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, afirmou que cortes de geração devem se tornar mais frequentes nos próximos anos. A declaração foi feita durante o Enase, em 17 de maio de 2026, para agentes do setor elétrico. O objetivo é manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante de excedentes de energia.
Segundo ele, a prática de curtailment deve ocorrer de forma pontual, somente quando houver risco de sobrecarga por geração acima da demanda. A tendência é que a carga mínima vá caindo à medida que cresce a participação de fontes renováveis, especialmente a solar distribuída.
O estudo do ONS aponta que a geração renovável reduz a carga líquida durante o dia, gerando a chamada barriga do pato: grande produção solar diurna, seguida de aumento da demanda no fim do dia. A solução envolve ampliar a disponibilidade de energia nos horários de sobra ou reduzir a geração nessas janelas.
O diretor explicou que o desafio é estrutural, ligado à matriz elétrica. Com mais fontes renováveis, a geração fica mais dependente de condições climáticas, como sol, nuvens e vento. Em dias de baixa demanda, pode haver excesso de energia.
Também em pauta está a modernização do regime tarifário para sinalizar melhor aos consumidores os momentos de sobra e de escassez de energia. O tema é visto como ferramenta para melhorar a gestão do sistema.
ONS acionou pela primeira vez, em 7 de junho de 2026, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. O objetivo é gerenciar até 1.000 MW entre 10h e 14h para manter o SIN estável.
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