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Recifes de coral resilientes à crise climática cobrem 165 mil km²

Recifes resilientes ao aquecimento somam cerca de 165 mil km² em 71 países e cem territórios, destacando urgência de proteger 30% de ambientes marinhos

Recife de coral em Teahupo'o, Taiti, Polinésia Francesa
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  • Pesquisadores identificaram cerca de 165 mil km² de recifes de coral capazes de sobreviver e se recuperar às mudanças climáticas, em 71 países e cem territórios.
  • A análise combinou 45 mil levantamentos de corais com décadas de dados climáticos e oceânicos, mapeando recifes resilientes no Caribe, Pacífico e Atlântico.
  • A descoberta revela áreas que não havia sido reconhecidas anteriormente, ajudando governos a considerar a localização dos recifes no planejamento de conservação.
  • Apenas 28% dos recifes estão dentro de áreas protegidas; a prioridade é urgentemente aumentar a proteção, especialmente com a aproximação de um super El Niño.
  • Cientistas ressaltam que os dados podem orientar a alocação de recursos e dar aos recifes mais resilientes melhores chances de sobrevivência, incluindo estratégias de triagem quando necessário.

Cientistas identificaram cerca de 165 mil km² de recifes de coral capazes de sobreviver e se recuperar diante das mudanças climáticas. A descoberta foi divulgada nesta terça-feira (16) em divulgação de pesquisa internacional.

A análise baseou-se em 45 mil levantamentos de corais e em décadas de dados climáticos e oceânicos. Os recifes resilientes foram localizados em 71 países e cem territórios, incluindo regiões do Caribe, Pacífico e Atlântico que não haviam sido reconhecidas anteriormente.

Os pesquisadores ressaltam que a presença desses recifes reitera a possibilidade de mitigação dos impactos da crise climática. A identificação serve para orientar políticas públicas de conservação e uso eficiente de recursos.

Dados da pesquisa e alcance geográfico

A equipe descreve que, apesar do declínio de parte dos recifes, há áreas com funcionabilidade ecológica preservada. Os recifes resilientes estão distribuídos por diversas zonas oceânicas, com potencial para manter serviços ecossistêmicos.

Segundo Emily Darling, diretora de conservação de corais da Wildlife Conservation Society, a pesquisa mostra onde há “esperança” e aponta a necessidade de vontade política para ações. As informações ajudam governos a priorizar áreas de proteção.

Implicações para políticas públicas

Atualmente, muitos países buscam proteger 30% de ambientes terrestres e marinhos até o fim da década. O estudo sugere incluir a localização dos recifes resilientes no planejamento, ampliando a efetividade das ações.

Stacy Jupiter, diretora-executiva do Programa Marinho Global da WCS, afirma que os dados ajudam a decidir onde aplicar recursos limitados. Em certos locais, pode ser necessária uma triagem para alocar esforços.

Perspectivas futuras

A pesquisa chega enquanto se aguarda a aproximação de um evento climático extremo. A equipe frisa que a proteção de recifes com maior probabilidade de sobrevivência pode ampliar a resiliência de ecossistemas marinhos inteiros.

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