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Vacinas contra HPV reduzem quase a zero o risco de câncer cervical antes dos 30

Estudo aponta que vacinação precoce contra HPV reduz quase a zero mortes por câncer de colo do útero até os 30, mas quedas na adesão podem reverter ganhos

In all, the HPV vaccine has saved hundreds of lives, the Queen Mary University of London study concluded.
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  • Um estudo da Queen Mary University of London mostra que meninas vacinadas contra HPV na adolescência têm risco quase zero de morrer de câncer de colo do útero antes dos 30 anos.
  • A análise, baseada em dados de mortalidade e vacinação de mulheres de 20 a 34 anos, aponta quedas substanciais na mortalidade entre quem foi vacinado desde o lançamento da vacina em 2008; não houve mortes de mulheres de 20 a 24 anos na Inglaterra entre 2020 e 2024.
  • A vacinação contra HPV evita cerca de noventa por cento dos cânceres de colo do útero, e, segundo os pesquisadores, a vacinação associada ao rastreio pode reduzir significativamente a incidência da doença.
  • Cientistas alertam que o recuo na cobertura vacinal, hoje em torno de setenta e cinco por cento no país e sessenta por cento em Londres, pode reverter ganhos e levar a mais mortes evitáveis.
  • Autoridades pedem ações rápidas para aumentar a adesão, como campanhas de reforço em farmácias e melhoria do acesso igualitário à vacinação e ao rastreio.

O HPV vacina reduziu quase a zero o risco de morte por câncer de colo do útero antes dos 30 anos, segundo estudo com dados ingleses. A pesquisa analisa a relação entre vacinação precoce e sobrevida, destacando ganhos expressivos, mesmo diante de quedas recentes na adesão.

Conduzido pela Queen Mary University of London e publicado na Lancet, o estudo utilizou registros oficiais de mortalidade e de vacinação em mulheres de 20 a 34 anos. Os resultados mostram quedas significativas na mortalidade entre quem recebeu a vacina após o introdutório de 2008, com impactos menores entre não vacinadas.

Entre as conclusões, a chance de meninas vacinadas aos 12 ou 13 anos morrerem de câncer de colo do útero antes dos 30 é quase nula. Mulheres vacinadas entre 30 e 34 anos apresentam redução de 63% no risco de morte pela doença. Além disso, não houve óbitos de mulheres de 20 a 24 anos entre 2020 e 2024.

O estudo enfatiza que a vacinação também evita outros tumores associados e envolve a proteção de adolescentes do sexo masculino em programas escolares. O conjunto de dados aponta centenas de vidas salvas desde a introdução da imunização na Inglaterra.

Ainda assim, especialistas alertam para o risco de reversão das conquistas caso a adesão caia. O atraso na recuperação de índices pré-pandêmicos pode levar a milhares de mortes evitáveis no futuro próximo. A projeção aponta potencial aumento de 15 a 25 óbitos por ano entre jovens, com até cerca de 200 mortes anuais evitáveis se a adesão não retornar aos níveis anteriores.

Para a Cancer Research UK, é essencial que o governo adote ações direcionadas para ampliar a cobertura, especialmente em comunidades com menor adesão. A Eve Appeal reforça a necessidade de combinar vacinação com rastreamento para avançar na eliminação da doença.

A Royal College of Obstetricians and Gynaecologists considera dados promissores, ressaltando que maior acesso à vacina pode reduzir diagnósticos de câncer cervical. A diretriz de vacinação da NHS aponta para a continuidade do esforço para eliminar a doença até 2040, incluindo campanhas de recaptura de vacinação em farmácias comunitárias.

Um porta-voz do Department of Health and Social Care afirma que a meta é aumentar a adesão por meio de campanhas de recaptura e facilitação ao rastreamento. Kits de autoexame para câncer cervical já são enviados àqueles que não procuram o rastreio tradicional, visando diagnosticar casos mais precocemente.

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