- A frenagem automática de emergência (AEBS) será obrigatória em todos os veículos novos a partir de 2029, conforme o Contran.
- O projeto é liderado pelo Senai Pernambuco, em parceria com UFPE, UnB e montadoras, com investimento de R$ 44 milhões, no Senai Park, em Suape (PE).
- O sistema utiliza câmeras, radares, inteligência artificial e gêmeos digitais, atua entre 10 e 60 km/h e pode integrar o assistente de permanência em faixa.
- A produção local pode reduzir dependência de fornecedores internacionais e tornar a adoção mais acessível, inclusive nos modelos de entrada.
- O cronograma prevê que, desde 1º de janeiro deste ano, a frenagem autônoma de emergência é obrigatória para novos códigos de marca/modelo, e, a partir de 1º de janeiro de 2029, para todos os veículos; em 2031, o sistema deve detectar e reagir a carros e objetos parados.
Em menos de três anos, carros novos no Brasil precisarão ter frenagem de emergência automática. O objetivo é reduzir colisões com um sistema nacional desenvolvido no país. A meta é impulsionada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).
O Senai Pernambuco lidera o projeto, com apoio da UFPE, UnB e montadoras como VW e Stellantis. O desenvolvimento ocorre no Senai Park, em Suape (PE), com investimento de R$ 44 milhões, conforme a Agência Brasil.
O sistema AEBS funciona como um segundo par de olhos. Câmeras e radares monitoram o trânsito e, se houver risco sem resposta do motorista, o veículo freia sozinha para evitar ou reduzir acidentes.
No projeto do SENAI, a frenagem de emergência atuará entre 10 e 60 km/h, seguindo diretrizes do Contran. O sistema pode detectar obstáculos a diferentes distâncias e apoiar o assistente de permanência em faixa.
Tecnologias como inteligência artificial e gêmeos digitais serão usadas para simular riscos e acelerar testes, reduzindo a dependência de protótipos físicos.
Segundo Oziel Alves, diretor de Inovação do SENAI-PE, o radar mede distância e velocidade, a câmera identifica o objeto. A integração dessas informações aumenta a segurança da tomada de decisão autônoma.
A produção local busca reduzir importações e baratear a adoção, principalmente em modelos de entrada, que também precisarão do sistema. O parque tecnológico facilita esse desenvolvimento.
Cronograma do Contran estabelece prazos. A partir de 1º de janeiro de 2029, a frenagem automática será obrigatória em todos os veículos produzidos ou importados. Em 2031, o sistema deverá detectar veículos parados.
Veículos militares, artesanais, de pequena série, exportação e alguns tipos de caminhões ficam isentos da regra. A obrigatoriedade já vale para novos projetos com código de marca/modelo/versão desde 2024.
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