- Pesquisadores japoneses avaliaram sangue (plasma) e ressonâncias magnéticas em 2.044 idosos de cerca de 69 anos para investigar a relação entre vitamina C e áreas do cérebro ligadas à atenção e à memória.
- O estudo encontrou sinais de que níveis elevados de vitamina C no plasma podem estar associados a maior volume de massa cinzenta e a maior conectividade de redes cerebrais relacionadas a funções cognitivas.
- Os resultados apontam uma possível relação entre dieta rica em vitamina C e manutenção da saúde cerebral, mas não comprovam causa e efeito.
- Um dos autores, Tomohiro Shintaku, destacou a detecção de associações sutis entre um nutriente e redes cerebrais em uma amostra robusta de mais de dois mil idosos.
- O trabalho, publicado no periódico Plos One, menciona ainda estudo anterior com 5.395 participantes que mostrou redução de até 18% no risco de Alzheimer entre quem consome mais vitamina C.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Hirosaki, no Japão, avaliou sangue e imagens de 2.044 idosos para investigar a relação entre vitamina C e funções cerebrais. O foco foi a relação entre níveis de vitamina C no plasma e atividades em estruturas ligadas à atenção e à memória.
Os participantes, com cerca de 69 anos, passaram por coleta de sangue e ressonância magnética para mapear áreas cerebrais. Os resultados mostraram sinais de que níveis elevados de vitamina C no plasma podem estar associados a maior massa cinzenta e a conectividade de redes envolvidas em atenção e memória autobiográfica.
Segundo os pesquisadores, a descoberta abre a hipótese de que uma dieta rica em vitamina C pode contribuir para a saúde cerebral na velhice, ajudando a mitigar o declínio cognitivo. No entanto, ainda não há evidência de relação de causa e efeito, e novas investigações são necessárias.
Para contextualizar, o estudo cita que a vitamina C atua como antioxidante no cérebro e reforça dados anteriores que associam maior consumo do nutriente a menor risco de Alzheimer. Frutas como laranja, acerola, goiaba e kiwi são fontes comuns, e o uso de suplementos deve ser acompanhado por orientação médica.
Sobre a relação entre vitamina C e o cérebro
Os autores destacam a importância de confirmar as associações observadas em estudos adicionais, com amostras diversas. A pesquisa foi publicada no periódico Plos One, reforçando a necessidade de investigações replicáveis para esclarecer possíveis benefícios do nutriente.
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