- Um estudo divulgado no início de junho analisou golfinhos-roaz do Indo-Pacífico na baía Shark, na Austrália Ocidental, para entender como as fêmeas lidam com machos agressivos durante o acasalamento.
- Os pesquisadores registraram 34 assinaturas sonoras, ou “nomes”, de machos e expuseram 17 fêmeas a gravações isoladas, monitorando movimentos com drone.
- Fêmeas férteis ou próximas da fertilidade fugiram ao ouvir assobios de machos considerados agressivos, mantendo distância por períodos mais longos.
- Fêmeas mais velhas ou com filhotes não reagiram da mesma forma, sugerindo que o histórico de coerção de machos pode influenciar o comportamento.
- Os resultados indicam que as fêmeas podem usar sinais vocais individuais para diferenciar machos com comportamentos passados e evitar interações coercitivas.
Golfinhos fêmeas de uma população do Indo-Pacífico parecem evitar machos agressivos com base em sinais vocais que identificam cada indivíduo. O estudo, divulgado no início de junho, investigou o comportamento das fêmeas durante a época de acasalamento.
Os pesquisadores acompanharam golfinhos-roaz (*Tursiops aduncus*) na baía Shark, na Austrália Ocidental, onde a comunidade é monitorada há mais de 40 anos. Grupos de machos costumam se unir para coagir fêmeas férteis durante o acasalamento.
O experimento utilizou 34 assinaturas sonoras, equivalentes a “nomes” de machos, que foram reproduzidas em caixas de som subaquáticas para 17 fêmeas. A resposta foi monitorada por drones.
Observação de padrões de evasão
Assobios de machos com histórico de agressão provocaram maior aversão entre as fêmeas próximas do período fértil. Elas se afastaram rapidamente e mantiveram distância por mais tempo.
A pesquisadora Stephanie King explica que as fêmeas parecem associar a probabilidade de coerção a certos indivíduos e evitam esses machos. Fêmeas mais velhas ou com filhotes mostraram menor reação.
Mesmo fêmeas sem experiência anterior com agressão também recuaram diante de sons de machos agressivos, sugerindo aprendizado a partir de observação de outros pares.
O estudo aponta que as fêmeas podem usar sinais vocais individuais para distinguir machos com base em comportamentos passados, permitindo antecipar interações coercitivas.
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