- Junho Laranja informa sobre a importância do diagnóstico precoce da leucemia; o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 12.220 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028 (6.540 homens e 5.680 mulheres).
- Também está prevista a ocorrência de 7.560 novos casos anuais de câncer infantojuvenil no mesmo triênio, com a leucemia permanecendo como a principal patologia.
- Sinais silenciosos incluem fadiga extrema e palidez, infecções frequentes e sangramentos espontâneos ou manchas na pele.
- Outros sinais são perda de peso sem causa aparente, suor noturno, dores nas articulações e inchaços indolores nos gânglios linfáticos.
- O diagnóstico moderno combina hemograma com exames genéticos, incluindo o sequenciamento de próxima geração (Next-Generation Sequencing, NGS), para identificar o subtipo, prognóstico e orientar o tratamento.
O Junho Laranja volta a chamar atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce da leucemia e da anemia no Brasil. A campanha destaca cinco sinais que podem passar despercebidos, principalmente em crianças, e reforça a importância de exames de diagnóstico. Dados do INCA apontam cerca de 12.220 novos casos de leucemia por ano no triênio 2026-2028, no país, com distribuição entre homens e mulheres.
Ainda segundo o INCA, o câncer infantojuvenil permanece com leucemia como a principal patologia, estimando-se 7.560 novos casos anuais entre 2026 e 2028. Em meio a esse cenário, especialistas destacam a necessidade de reconhecer sinais sutis que costumam se confundir com mal-estar comum. O diagnóstico precoce pode melhorar o desfecho.
1) Fadiga extrema e palidez, sinais comuns, surgem quando a produção de glóbulos vermelhos fica prejudicada. O quadro pode evoluir para anemia e reduzir a oxigenação, exigindo avaliação quando persistente.
2) Infecções frequentes ocorrem por queda na função de glóbulos brancos. O sistema imunológico fica mais vulnerável, com amigdalites, infecções urinárias ou febre persistente.
3) Sangramentos espontâneos e manchas na pele indicam queda de plaquetas. Gengivas ardentes, sangramento nasal sem causa e pequenas manchas rubras podem aparecer sem traumas.
4) Perda de peso sem justificativa e suor noturno são sinais que merecem investigação. Em conjunto, podem indicar alterações em células sanguíneas associadas à leucemia.
5) Dores nas articulações e inchaços de gânglios linfáticos aparecem quando células doentes se acumulam na medula ou nos linfonodos. Sensibilidade óssea e inchaços no pescoço, axilas ou virilha são observáveis.
Exames e personalização do tratamento
A confirmação envolve hemograma e exames hematológicos, seguido por avaliação genômica. O sequenciamento de alta geração (NGS) analisa dezenas de genes para detectar mutações e orientar o tratamento.
Marcadores genéticos, como mutações no gene NPM1, aparecem em parte dos casos de leucemia mieloide aguda. Esses exames também ajudam a monitorar a doença após o início da terapêutica, com avaliação de Doença Residual Mensurável.
Segundo especialistas, a combinação entre diagnósticos genômicos abrangentes e marcadores específicos tem aumentado a precisão terapêutica e a personalização do cuidado, contribuindo para o planejamento do prognóstico e do acompanhamento.
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