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Midjourney anuncia scanner corporal por ultrassom, primeiro produto de hardware

Midjourney lança scanner corporal por ultrassom sem aprovação da FDA, planeja spa em San Francisco e meta de cinquenta mil aparelhos e um bilhão de exames por mês até 2031

O resultado do ultrassom feito por IA
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  • A Midjourney anunciou seu primeiro produto de hardware: o scanner de corpo inteiro por ultrassom, chamado Midjourney Scanner, descrito pela empresa como “CT por ultrassom”.
  • O aparelho funciona com um anel de transdutores em uma piscina rasa, desce a cinco centímetros por segundo e gera imagem 3D do interior do corpo em cerca de sessenta segundos, sem radiação.
  • O hardware foi desenvolvido em parceria com a Butterfly Network e usa quarenta módulos “ultrasound-on-chip”; não possui aprovação da FDA, limitando-se a mapas de composição corporal.
  • A empresa planeja abrir um spa próprio em San Francisco até o fim de 2027, na Union Square, com uma estratégia de expansão que visa cinquenta mil aparelhos e até um bilhão de exames por mês até 2031.
  • A Midjourney é bootstrapped, lucrativa, com receita superior a US$ 200 milhões em 2023, e já está explorando a chegada de hardware médico regulado, além de manter a operação sem capital externo.

A Midjourney anunciou seu primeiro produto de hardware, diversificando do foco em imagens geradas por IA. Trata-se de um scanner de corpo inteiro por ultrassom, apresentado pelo fundador e CEO David Holz em um evento em San Francisco.

O equipamento funciona como um “CT por ultrassom”: o usuário desce a 5 cm por segundo por um anel com centenas de milhares de transdutores que medem a passagem de ondas sonoras pela pele, gordura, músculo e osso. Os dados são convertidos em imagem 3D pelo sistema. A varredura dura cerca de 60 segundos e não emite radiação.

O hardware foi desenvolvido sob licença com a Butterfly Network, fabricante de ultrassom. A Midjourney utiliza 40 módulos ultrasound-on-chip por máquina e afirma que o resultado pode ser superior a aparelhos de ressonância em muitos aspectos, embora não haja comprovação independente até o momento.

A empresa não possui aprovação da FDA para uso diagnóstico. Por ora, o foco é mapear a composição corporal, atividade que não requer o mesmo nível de avaliação regulatória de exames médicos. Segundo Holz, cerca de uma dúzia de pessoas já passaram pelo scanner.

Spa e expansão no Vale do Silício

Os scanners vão estrear em unidades do Midjourney Spa, com a primeira unidade prevista para funcionar na Union Square, em San Francisco. O espaço tem cerca de 2.300 m² e integra sauna, banheira fria e academia; a inauguração está programada para o fim de 2027.

Holz confirmou que o contrato de locação já foi assinado. A ambição é operar uma frota de 50 mil aparelhos e realizar 1 bilhão de exames por mês até 2031, intensificando a presença da empresa na região.

Contexto financeiro e histórico

A Midjourney opera sem capital externo, mantendo um modelo bootstrapped e registrando lucratividade. Em 2023, a empresa informou receita acima de US$ 200 milhões, com crescimento contínuo, segundo Holz. Ele também é fundador da Leap Motion, conhecido por hardware anterior.

O desafio central é transformar a varredura de 60 segundos em uma operação regulada de dispositivo médico. A verificação da FDA será crucial para ampliar uso clínico e ampliar a base de clientes. A seguir, resta aguardar as etapas regulatórias e operacionais.

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