- O frio aumenta a aglomeração de pessoas e a circulação de vírus como sincicial respiratório, influenza e covid-19, além de rinite e sinusite.
- A instabilidade climática e o ar seco ressecam as mucosas, facilitando a entrada de germes; a chuva intensa eleva mofo e ácaros, agravando asma e rinite.
- Proteja grupos de risco — idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
- Mantenha hidratação constante e tenha uma garrafa de água por perto para manter as vias aéreas úmidas.
- Evite aglomerações desnecessárias e procure atendimento médico ao surgirem sinais de alerta como falta de ar, dor no peito ou febre persistente.
O inverno está chegando e, com ele, o aumento de doenças respiratórias. Este ano, o cenário ganhou destaque pela influência do fenômeno Super El Niño, que traz frentes frias, muita chuva e instabilidade climática. A combinação entre clima e hábitos pode elevar casos de gripes, resfriados e alergias.
A infectologista Camila Ahrens, da Ahrens Health, explica que o frio por si só não adoec. O que pesa é a maior aglomeração de pessoas e a circulação de vírus como sincicial, influenza e covid-19, além de rinite e sinusite. O ar seco que acompanha mudanças bruscas de tempo resseca mucosas e facilita a entrada de germes.
Mudanças de hábitos e ambiente
A especialista aponta que períodos de chuva intensa alternados com dias secos impactam a resposta do corpo. Mucosas ressecadas reduzem a defesa natural das vias aéreas, enquanto o mofo e os ácaros se multiplicam com a umidade, elevando crises de asma e rinite em pessoas sensíveis.
Para enfrentar o inverno com menos risco, a médica recomenda cinco hábitos simples. Primeiro, promova circulação de ar abrindo janelas, mesmo que haja frio. Em segundo lugar, proteja grupos de risco como idosos, crianças, gestantes e pacientes com doenças crônicas.
Hábitos práticos
Terceiro, mantenha uma garrafa de água à mão para a hidratação constante, essencial para manter vias aéreas úmidas. Quarto, evite aglomerações desnecessárias e locais fechados com grande circulação de pessoas. Por fim, fique atento a sinais de alarme no corpo.
Sinais como falta de ar, dor no peito, febre alta e desidratação devem acionar busca por assistência médica. Ahrens frisa que qualquer sintoma grave merece avaliação profissional para evitar complicações.
Por Sarah Corazza
Entre na conversa da comunidade