- Em 19 de junho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme; a doença é a forma genética hereditária mais comum no Brasil, afetando mais de sessenta mil pessoas, e o traço falciforme está presente em cerca de dois milhões.
- A doença faz os glóbulos vermelhos assumirem formato de foice, dificultando a circulação e provocando crises vaso-oclusivas e complicações em vários órgãos.
- O diagnóstico definitivo é por eletroforese de hemoglobina; no Brasil, o Teste do Pezinho também identifica a condição nos primeiros dias de vida.
- Acompanhamento multiprofissional é essencial, com hematologistas e outras especialidades em centros de referência; transplante de medula óssea é uma alternativa em casos específicos, e a hidroxiureia está disponível pelo SUS.
- A alimentação e a hidratação são importantes: nutrientes como ácido fólico, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, vitamina D e vitaminas A, C e E ajudam; cuidado com suplementação de ferro e manter boa ingestão de líquidos para reduzir crises.
A Doença Falciforme, tema do Dia Mundial de Conscientização em 19 de junho, é uma condição genética que pode afetar vários órgãos e reduzir a qualidade de vida. O texto reúne informações de especialistas sobre diagnóstico, tratamento e cuidados.
A doença decorre de uma alteração na hemoglobina, que faz os glóbulos vermelhos ficarem rígidos em formato de foice. Isso pode levar a crises vaso-oclusivas dolorosas e a complicações em diferentes sistemas do corpo.
Segundo o Ministério da Saúde, é a doença genética hereditária mais comum no Brasil, atingindo mais de 60 mil pessoas, com cerca de 2 milhões com traço falciforme. Acompanhamento multiprofissional é essencial ao longo da vida.
Diagnóstico e reconhecimento
O diagnóstico definitivo é pela eletroforese de hemoglobina, que identifica o tipo de hemoglobina. O Teste do Pezinho também détecta a doença nos primeiros dias de vida no Brasil.
Quanto mais precoce o diagnóstico, mais rápido começa o acompanhamento preventivo. O traço falciforme, sem sintomas, pode ser transmitido aos filhos conforme a genética dos pais.
Impactos no organismo
A falciforme pode afetar o cérebro, rins, pulmões e coração, entre outros. Avanços no estudo mostram risco de AVCs isquêmicos na infância e maior vulnerabilidade a infecções com o baço comprometido pela progressiva perda de função.
A doença demanda vigilância constante, com ênfase em vacinação e prevenção de infecções. As complicações variam conforme a gravidade e a presença de comorbidades.
Acompanhamento multiprofissional
O tratamento reúne hematologistas, neurologistas, cardiologistas, nefrologistas, entre outros. Centros de referência com equipes estruturadas são recomendados para acompanhar os pacientes.
Embora o transplante de medula óssea seja uma opção em casos específicos, a maior parte dos pacientes depende do acompanhamento para prevenir crises. A hidroxiureia tem papel importante na redução de crises.
Alimentação e hidratação
A alimentação adequada melhora bem-estar e qualidade de vida. Pacientes têm maior demanda metabólica, com necessidade de mais energia, proteínas e micronutrientes.
Nutrientes-chave incluem ácido fólico, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, vitamina D e antioxidantes. Cuidados com a ferro suplementação devem ser baseados em exames laboratoriais.
Hidratação é vital para reduzir a viscosidade sanguínea. Frutas, verduras, proteínas magras, grãos integrais e água em quantidade adequada são recomendações comuns, especialmente em calor ou durante atividades físicas.
Conscientização e acesso
Especialistas destacam que a conscientização ainda é um desafio, com crises dolorosas muitas vezes subestimadas. Ampliar o conhecimento facilita diagnóstico precoce e melhora o acesso ao tratamento.
Poucas pessoas conhecem a gravidade da doença, o que reforça a necessidade de ações de informação pública e de melhoria no atendimento aos pacientes.
Por Beatriz Felicio
Entre na conversa da comunidade