- O inverno no Brasil deve ter menos frio nos próximos três meses por causa do El Niño, segundo estudo da Nottus.
- A estação começa às cinco horas cinco e 25 minutos do próximo domingo, dia vinte e um de maio, e o NOAA confirmou o início do El Niño.
- A chuva deve ficar acima da média no Sul, enquanto no Norte e Nordeste há chuva menos intensa, elevando o risco de secas nessas regiões.
- Julho deve ter mais chuva no Sudeste e Centro-Oeste; agosto, maior volume no extremo norte, Nordeste leste e Sul; setembro, chuva mais forte no Sul e menor no Nordeste.
- O fenômeno pode permanecer até o primeiro semestre de dois mil e vinte e sete, impactando o sistema elétrico brasileiro, com expectativa de cenário positivo em vinte e vinte e seis e preocupações para vinte e vinte e sete.
O inverno no Hemisfério Sul terá início às 5h25 do próximo domingo, 21 de junho. O El Niño fará com que as temperaturas no Brasil fiquem mais amenas nos próximos três meses, segundo estudo da Nottus apresentado nesta quinta-feira (18). A NOAA confirmou o começo do evento.
O fenômeno ocorre pelo aquecimento acima da média da região equatorial do Pacífico. O aumento de 0,5°C já caracteriza o El Niño, segundo a instituição. O Brasil deve sentir chuva concentrada no Sul e chuvas mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste.
Impactos por região
Julho deve ter chuva acima da média entre Sudeste e Centro-Oeste, com o Sul ganhando força no interior. Agosto aponta elevação de precipitação no extremo norte, leste do Nordeste e Sul, enquanto o interior do Sudeste passa a ter tempo mais seco.
Setembro destaca chuvas ao Sul, acima da média, e Nordeste com menores volumes nas faixas leste e norte. Mesmo com excesso de chuva no Sul, não há previsão de temporais em grande escala como os vistos em 2024, segundo a Nottus.
Efeito no sistema elétrico
O El Niño deve perdurar até o primeiro semestre de 2027, com impactos variados no setor elétrico. A Nottus vê benefício em 2026 por conta da chegada de chuvas no Sul e parte do Sudeste, mas alerta para 2027, quando ondas de calor podem elevar o consumo e reduzir chuvas no Norte e Nordeste.
A Noaa projeta que, a partir de setembro, o fenômeno pode se tornar muito forte, com temperatura da água no Pacífico acima de 2,5°C. O governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para gerenciar possíveis desastres.
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