- Fiocruz aponta alta de SRAG entre jovens, adultos e idosos na Semana Epidemiológica 23 (7 a 13 de junho), com influenza A e B impulsionando internações, enquanto o vírus sincicial respiratório permanece mais ativo entre crianças.
- Vacinação é destacada como principal forma de prevenção contra influenza; enfatiza-se a imunização de crianças, idosos e pessoas com comorbidades, além da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana para proteger recém-nascidos.
- Há leve aumento de covid-19 em alguns estados; recomenda-se manter doses de reforço em dia para idosos e imunocomprometidos, além de medidas como máscaras e isolamento diante de sintomas.
•14 das 27 unidades da federação estão em níveis de alerta, risco ou alto risco de SRAG nas últimas duas semanas; Nordeste registra avanço de VSR, com variação regional.
- Em São Paulo, ocorre queda de casos graves em crianças por VSR, porém crescimento de internações em jovens, adultos e idosos, associado à circulação de influenza; até agora, 89.725 casos de SRAG em 2026, com 3.842 óbitos.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a ganhar atenção no Brasil. O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 23 (7 a 13 de junho), aponta avanço das internações entre jovens, adultos e idosos, impulsionado pela circulação de influenza A e B.
O vírus sincicial respiratório (VSR) continua elevando as internações entre crianças pequenas, ainda que haja sinais de desaceleração nesse grupo. Já a influenza tem puxado o crescimento de casos graves em faixas etárias mais amplas, incluindo jovens, adultos e idosos.
A Fiocruz detalha que, nacionalmente, houve queda de casos graves entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, e desaceleração entre menores de 4 anos. Mesmo assim, o impacto regional dos vírus permanece expressivo. O VSR continua principal causa de internação infantil.
Para Tatiana Portella, responsável pelo Boletim InfoGripe, a vacinação segue como principal prevenção contra influenza A e B. Ela ressalta que crianças, idosos e pessoas com comorbidades devem manter a imunização atualizada, além de recomendar a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana contra o VSR.
panorama do coronavírus e medidas
A pesquisadora também sinaliza leve aumento da covid-19 em alguns estados. A recomendação é manter doses de reforço para idosos e imunocomprometidos, aliada ao uso de máscaras em ambientes fechados e em locais com alta circulação de pessoas. Em casos de sintomas gripais, isolamento é indicado.
evolução regional e capitais
Do total de 27 unidades federativas, 14 estão em níveis de alerta, risco ou alto risco de SRAG nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento. Região Nordeste registra avanço do VSR em estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte.
No Sudeste, estados como São Paulo apresentam aumento de internações em faixas etárias não infantis, associadas à influenza. Em capitais, 11 cidades mostram SRAG em alerta ou risco com sinais de expansão recente; outras 12 mantêm atividade intensa sem tendência de alta.
Na capital paulista, houve redução de casos graves entre crianças pequenas por queda do VSR, mas o crescimento entre jovens, adultos e idosos persiste, correlacionado à influenza. O VSR continua representando pouco menos da metade dos casos laboratoriais recentes.
números do período e impacto
Entre as quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 51,4% dos casos de SRAG confirmados por laboratório. Em seguida, rinovírus (23,9%), influenza A (19,1%), influenza B (7,1%) e SARS-CoV-2 (2,2%). Os óbitos recentes têm influenza A como principal agente (43,7%).
Desde o início de 2026, o Brasil registrou 89.725 casos de SRAG, com 44.485 confirmações laboratoriais, 31.637 resultados negativos e 7.740 ainda em análise. Foram notificados 3.842 óbitos relacionados à SRAG no período.
A Fiocruz mantém que a SRAG continua com maior incidência entre crianças pequenas, devido ao VSR, enquanto a mortalidade está concentrada em idosos, onde a influenza A é a principal causa.
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