- Governo de São Paulo altera a metodologia de monitoramento da segurança hídrica, com foco no Cantareira, após confirmação da chegada do El Niño.
- Nova curva de contingência para o Cantareira passa a usar uma série histórica de quinze anos e considerar apenas a condição mais restritiva entre Cantareira e o Sistema Integrado Metropolitano.
- Faixas de atuação mantêm o intervalo de uma a setes, mas a faixa atual é definida pela situação do Cantareira, atualmente na faixa três; não haverá ampliação da gestão de demanda noturna.
- Progressão das faixas passa a ocorrer mensalmente, com definição na reunião mensal do Comitê de Integração e nota técnica ao final do mês analisado; até 30 de abril de 2027, projeção é de 53% para o SIM e 40% para Cantareira.
- O Cantareira responde por cerca de quarenta e seis por cento da população atendida pela região metropolitana e está atualmente em faixa de alerta com 39% de armazenamento.
O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 19, uma mudança na metodologia de monitoramento da segurança hídrica da região metropolitana. A adoção de novos parâmetros mira o período seco e úmido, com base em uma curva de contingência para o Cantareira, principal fonte de abastecimento.
Segundo a Semil, a faixa de atuação, que orienta medidas como redução de pressão noturna e rodízio, seguirá entre 1 e 7 e permanece igual as diretrizes atuais. A nova regra passa a considerar a condição mais restritiva entre Cantareira e o sistema integrado.
A Arsesp informou que, diante do nível atual do Cantareira na faixa 3, não haverá ampliação da gestão de demanda noturna, que segue em 10 horas. Projeções indicam manutenção dessa faixa até o fim do ano.
Mudanças operacionais e metas de longo prazo
Para 30 de abril de 2027, a SP Águas projeta 53% de segurança no SIM e 40% no Cantareira, considerados patamares mínimos. A análise mensal substituirá o ciclo de 7 dias para progressão de faixas, com decisões no comitê e nota técnica ao final do mês.
Diego Domingues, diretor-presidente da Arsesp, afirmou que as alterações trazem maior estabilidade à gestão hídrica e alinham o Cantareira ao padrão de monitoramento da ANA. A mudança entra em vigor na segunda-feira, 22.
A atualização foi prevista desde 2024 e incorpora contribuições de consulta pública, ajustes hidrológicos e a experiência do primeiro ano de aplicação. O objetivo é melhorar a previsibilidade da operação.
Contexto recente
A chegada do El Niño deste ano eleva o risco de calor intenso e chuvas irregulares no Sudeste. Mesmo com recuperação parcial, o volume do SIM gira em torno de 51% do armazenamento estratégico.
Desde agosto de 2025, a Sabesp tem reduzido a pressão noturna nos encanamentos. O regulador manteve a Gestão de Demanda Noturna por 10 horas, destacando que a medida poupou centenas de bilhões de litros entre agosto e março.
Situação dos sistemas de água
O Cantareira, maior produtor da região, atende cerca de 46% da população. O sistema é composto por Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, conectados por túneis e canais. O SIM agrega sete mananciais, incluindo Alto Tietê e Guarapiranga.
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