- Estudiosos indicam que o lipedema tende a piorar na menopausa devido à queda de estrogênio e a alterações hormonais.
- A doença envolve alterações crônicas do tecido adiposo, inflamação, mudanças no tecido conjuntivo e comprometimento da circulação linfática, causando dor, peso nas pernas e dificuldade de mobilidade.
- O lipedema pode surgir ou se intensificar em momentos de grandes mudanças hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa.
- O diagnóstico depende de avaliação clínica especializada e pode ser confundido com obesidade ou retenção de líquidos.
- O tratamento combina alimentação anti-inflamatória, exercícios (especialmente musculação e atividades que estimulam a circulação), sono, manejo do estresse, terapias compressivas e, em casos, cirurgia para retirar o tecido comprometido.
O lipedema pode piorar durante o climatério, período em que as alterações hormonais são mais intensas. Estudos recentes indicam que a queda do estrogênio favorece a progressão da doença, explicando parte da piora de sintomas observada na menopausa. A condição é mais comum do que se suspeita e muitas vezes passa despercebida.
Especialistas destacam que o lipedema não se resume a gordura localizada nas pernas. Trata-se de uma doença crônica do tecido adiposo, com inflamação, alterações do tecido conjuntivo e impacto na circulação linfática. Sintomas incluem dor ao toque, sensação de peso, hematomas fáceis e mobilidade progressivamente reduzida.
Em entrevistas com pacientes, médicos relatam que a menopausa funciona como gatilho para o aumento da intensidade dos sintomas, devido à redistribuição de gordura e à redução da massa muscular. A ciência tem avançado para entender o papel dos hormônios no desenvolvimento e na progressão da doença.
Relação entre lipedema e climatério
Pesquisa publicada neste ano na Archives of Gynecology and Obstetrics aponta que oscilações hormonais ligadas ao metabolismo do estrogênio influenciam o lipedema. Os autores defendem que a condição deve ser entendida como fortemente influenciada por hormônios femininos, não apenas como gordura localizada.
Diagnóstico e manejo
O tratamento é multifacetado: dieta com perfil anti-inflamatório, atividades físicas que favoreçam circulação e musculação, sono adequado, manejo do estresse e uso de tratamento compressivo quando indicado. Em alguns casos, pode haver indicação cirúrgica para remoção do tecido comprometido. O diagnóstico deve ser feito por avaliação clínica especializada.
Segundo o cirurgião plástico Rafael Erthal, quanto mais cedo a mulher entender o processo específico, maiores as chances de reduzir dor e controlar a progressão da doença. Ainda há necessidade de diferenciação entre lipedema, obesidade, linfedema e outras alterações vasculares.
A mensagem é de cautela: nem toda perna maior ou dolorida é lipedema. O diagnóstico depende de avaliação clínica e de história clínica detalhada. A medicina tem avançado para oferecer soluções que priorizam qualidade de vida, sem anunciar conclusões finais prematuras.
Fontes consultadas:
- estudos publicados em revistas científicas sobre a relação entre hormônios e lipedema.
- avaliações de especialistas em lipedema e climatério, mencionando a importância do diagnóstico preciso e do tratamento multidisciplinar.
Entre na conversa da comunidade