- O Brasil teve queda de 19,5% na taxa de óbitos no trânsito relacionados ao uso de álcool entre 2010 e 2024.
- A taxa caiu de 7,7 para 6,2 por cada 100 mil habitantes, uma redução de quase 20%.
- Em números absolutos, mortes totais caíram de 15.000 em 2010 para 13.075 em 2024, com queda até 2019 e retomada a partir de 2020.
- Em 2025, o país já registra 102.440 internações envolvendo direção e álcool, aumento de 1,9% em relação a 2024.
- O perfil das vítimas é predominantemente masculino (cerca de 87% das mortes e 82% das hospitalizações); a Lei Seca está em vigor desde 2008 para coibir dirigir sob efeito de álcool.
O Brasil apresentou uma queda de 19,5% na taxa de óbitos no trânsito relacionados ao uso de álcool entre 2010 e 2024. O levantamento, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), foi divulgado nesta quinta (18), em alusão ao Dia Nacional da Lei Seca.
Segundo o estudo, a taxa de mortes por álcool e direção caiu de 7,7 por 100 mil habitantes em 2010 para 6,2 em 2024, uma redução expressiva ao longo da década. Em números absolutos, foram 15.000 óbitos em 2010, e 13.075 em 2024. O CISA alerta, porém, que o ritmo de queda ganhou fôlego menor a partir de 2019.
Dados ao longo dos anos
A pesquisa mostra que o Brasil registrou quedas acentuadas até 2019, mas o recuo passou a frear depois de 2019. Em 2020, o total de mortes por álcool no trânsito voltou a crescer, interrompendo a tendência de queda.
- 2010: 15.000
- 2011: 15.247
- 2012: 15.746
- 2013: 14.845
- 2014: 15.330
- 2015: 13.555
- 2016: 13.095
- 2017: 12.478
- 2018: 11.471
- 2019: 11.261
- 2020: 11.600
- 2021: 12.004
- 2022: 11.961
- 2023: 12.310
- 2024: 13.075
Ainda segundo o CISA, 2025 já registra 102.440 internações envolvendo direção e álcool, alta de 1,9% em relação a 2024. O estudo reforça que a Lei Seca, vigente desde 2008, continua atuando para reduzir riscos no trânsito.
Perfil das vítimas
O CISA aponta que o sexo masculino responde pela maioria das ocorrências fatais, com 86,7% dos óbitos e 81,8% das hospitalizações por álcool no trânsito. A coordenadora Mariana Thibes destaca avanços, mas enfatiza necessidade de intensificar fiscalização e atendimento de emergência.
Óbitos por região
Entre os estados, Tocantins apresentou o maior índice de mortes por álcool no trânsito por 100 mil habitantes (13,4). Em seguida aparecem Piauí (12,1), Mato Grosso (11,1) e Rondônia (10,9).
- Tocantins (13,4)
- Piauí (12,1)
- Mato Grosso (11,1)
- Rondônia (10,9)
- Goiás (8,9)
- Mato Grosso do Sul (8,7)
- Sergipe (8,6)
- Alagoas (8,4)
- Maranhão (8,3)
- Paraná (8,1)
- Espírito Santo (7,8)
- Pará (7,7)
- Paraíba (7,6)
- Bahia (7,3)
- Ceará (7,2)
- Pernambuco (6,8)
- Roraima (6,7)
- Santa Catarina (6,5)
- Minas Gerais (5,5)
- Rio Grande do Sul (5,4)
- Acre (5,3)
- Rio Grande do Norte (5,1)
- Amazonas (4,6)
- Amapá (4,2)
- São Paulo (4)
- Distrito Federal (3,8)
- Rio de Janeiro (2,6)
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