- A transição para carros elétricos avança, mas com ritmo mais lento; nos EUA, a previsão de frota elétrica até 2035 foi revisada.
- A matéria explica HEV, BEV, PHEV e EREV, destacando a ideia de que os EREV podem representar a próxima etapa da eletrificação.
- BEVs seguem a tendência de reduzir manutenção e oferecer aceleração, mas dependem de baterias grandes que elevam o custo; ainda enfrentam limitações na autonomia para reboque.
- PHEVs combinam bateria maior e motor elétrico potente, com uso predominantemente elétrico na cidade, mas a autonomia varia entre modelos.
- EREVs usam baterias intermediárias, sem transmissão e com motor gerador; primeiras picapes e SUVs com essa tecnologia devem chegar entre 2026 e 2028, com modelos como Grand Wagoneer REEV, RAM 1500 REV e opções de outras marcas.
A transição para os carros elétricos avança, mas o ritmo tem sido mais lento do que muitos projetavam. Planos de décadas foram revistos e investimentos reavaliados, apesar de a eletrificação permanecer no radar das montadoras.
A próxima etapa envolve os veículos elétricos de autonomia estendida, os chamados EREV. Eles aparecem como solução de transição para a realidade da América do Norte, onde a combinação entre força elétrica e combustível permanece relevante.
O que são HEV, BEV, PHEV e EREV
HEV, ou veículos elétricos híbridos, unem motor a gasolina a unidades elétricas com bateria pequena. A recarga ocorre por frenagem, sem carregador externo. A potência é enviada às rodas por transmissão convencional.
BeVs são carros movidos exclusivamente a bateria, como a maioria dos modelos da Tesla. Não exigem trocas de óleo e prometem manutenção reduzida, mas dependem de grandes baterias para alcance de centenas de quilômetros.
PHEVs combinam motor elétrico, bateria maior e porta de carregamento. Circulam com energia elétrica na cidade e recarregam em tomada; quando a bateria se esgota, operam como híbridos. Autonomias variam conforme o modelo.
EREVs se aproximam dos plug-ins, mas com baterias maiores que os convencionais híbridos e menores que as de 100% elétricos. A wielização envolve maior uso de motor elétrico, com o gerador atendendo a demanda. Não há transmissão convencional.
Benefícios e desafios
Baterias maiores elevam o custo, mantendo o motor de combustão como apoio. Em muitos trajetos, a eletricidade reduz consumo de combustível, mas a autonomia em modo apenas elétrico varia conforme o modelo e o peso do veículo.
Veículos elétricos de autonomia estendida prometem reduzir a dependência de pontos de recarga em viagens longas. A troca entre energia elétrica e combustível acontece de forma mais suave, com foco em preservar potência.
Rumos do mercado e exemplos
Grupos como Hyundai, Kia e Genesis sinalizam a entrada de EVs com autonomia estendida. Debates sobre a retomada de SUVs e picapes com esse sistema aparecem em anúncios de marcas como Ford, Jeep, Ram e Scout.
A Stellantis já fala de RAM 1500 REV e Grand Wagoneer REEV com baterias robustas, expectativa de alta autonomia e capacidade de reboque elevada. A Ford planeja manter o nome F-150 para um elétrica de autonomia estendida, com entrega prevista para 2028.
Perspectivas de infraestrutura
A disponibilidade de carregamento comercial vem se aprimorando, mas a maioria dos motoristas ainda valoriza opções de combustível acessível. O equilíbrio entre autonomia elétrica e flexibilidade de reabastecimento guia as decisões de compra.
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