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Paternidade ativa: presença do pai afeta a saúde mental dos filhos

Paternidade ativa melhora saúde mental de filhos, desenvolvimento emocional e vínculos familiares, com efeitos que perduram por décadas

Estudos mostram que pais mais presentes contribuem para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos filhos
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  • Lei nº 15.371 ampliou a licença-paternidade para 20 dias e criou o salário-paternidade, ampliando direitos trabalhistas.
  • Pesquisas indicam que pais mais presentes ajudam a reduzir sintomas de ansiedade e fortalecem habilidades emocionais, sociais e cognitivas das crianças.
  • Não basta estar em casa; o vínculo emocional é essencial para evitar negligência emocional, que ocorre quando há distância afetiva.
  • Estudo da Universidade de Oxford mostrou benefícios desde os primeiros meses, com contato pele a pele, troca de fraldas, banho e outras interações fortalecendo o vínculo.
  • Pesquisas apontam impactos de longo prazo: melhor regulação do estresse e menor risco de ansiedade, depressão e problemas de sono; participação paterna também está associada a menor consumo de substâncias na adolescência.

A presença do pai na criação dos filhos ganha cada vez mais destaque na ciência e no debate público. Pesquisas indicam que pais mais presentes ajudam a reduzir problemas emocionais, fortalecem vínculos familiares e incentivam o desenvolvimento saudável das crianças. O tema ganhou impulso após a sanção da Lei nº 15.371, que amplia a licença-paternidade e cria o salário-paternidade.

Estudos apontam que a participação ativa dos pais está associada a menores índices de ansiedade entre as crianças e a maior capacidade de lidar com emoções. Especialistas destacam que o vínculo emocional é crucial: a presença física precisa andar lado a lado com participação afetiva na rotina diária.

Além disso, especialistas argumentam que a paternidade ativa impacta o desempenho escolar, a socialização e a autoestima. O cuidado envolve áreas como brincadeiras, leitura, conversas e acompanhamento da rotina, não se resumindo a tarefas pontuais ou à simples presença em casa.

Evidências científicas

Um estudo da Universidade de Oxford reforça os benefícios desde os primeiros meses de vida, associando participação parental a trajetórias de desenvolvimento mais estáveis. A pesquisa destaca ações simples, como contato pele a pele, troca de fraldas, banho e o ato de cantar, como formas de fortalecer o vínculo.

Outra pesquisa publicada na revista Developmental Psychobiology aponta efeitos duradouros: a qualidade do envolvimento paterno na infância pode influenciar níveis de cortisol décadas depois, com menor risco de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, além de menor probabilidade de consumo de álcool e drogas na juventude.

Além do tempo disponível

Especialistas asseguram que não basta estar em casa; a qualidade da conexão é determinante. Quando o pai está fisicamente presente, but pouco envolvido emocionalmente, surgem impactos semelhantes aos da negligência emocional. Por isso, atividades simples e constantes de convivência ajudam a consolidar vínculos fortes.

Para a psicóloga Marianne Ramos Feijó, a participação deve abranger cuidados diários, educação, lazer e limites saudáveis. Uma divisão equilibrada de tarefas também reduz a sobrecarga materna, contribuindo para relações familiares mais harmoniosas.

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