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Risco de trombose em viagens longas persiste após desembarque; proteja-se

Risco de trombose em voos longos é real e aumenta com a imobilidade; pode perdurar até duas semanas, exigindo caminhadas e uso de meias de compressão

A ligação entre voos prolongados e coágulos nas pernas é real, mas o risco é baixo
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  • O risco de coágulos em viagens longas existe, mas é baixo: estima-se um evento trombótico a cada 4.656 voos de longa distância.
  • O risco aumenta com o tempo de imobilidade: voos acima de quatro a seis horas exigem atenção, e trajetos acima de doze horas podem quadrulicar a probabilidade em relação a voos curtos.
  • O perigo pode durar até duas semanas após a viagem, voltando ao normal em até oito semanas; inchaços dias após a viagem não devem ser ignorados.
  • Medidas de prevenção para todos: caminhar pelo corredor, movimentar tornozelos a cada uma ou duas horas, manter boa hidratação e evitar álcool em excesso. Pessoas com fatores de risco devem consultar um especialista antes de viagens longas.
  • Uso de meias de compressão é recomendado para risco moderado a alto; anticoagulantes só são considerados com avaliação médica individualizada. Aspirina não traz benefício comprovado e não deve ser usada para esse fim.

A relação entre viagens longas e coágulos nas pernas é real, mas o risco absoluto é baixo. Em voos de longa distância, estima-se um evento trombótico a cada 4.656 voos, segundo dados de estudos de saúde pública.

O risco não é igual para todos e aumenta com o tempo de imobilidade. Viagens acima de quatro horas exigem atenção, e trajetos superiores a doze horas podem chegar a quadruplicar a chance de trombose em comparação com trajetos curtos.

Além do desembarque, a probabilidade de trombose permanece elevada por cerca de duas semanas. Inchaços que surgem dias após o voo não devem ser tratados como simples cansaço.

A explicação clássica envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão vascular e hipercoagulabilidade. Sentar por longos períodos, com joelhos dobrados, reduz a ação muscular da panturrilha, dificultando o retorno do sangue ao coração.

A cabine de avião, com ar seco e pressão reduzida, pode deixar o sangue mais espesso e irritar o revestimento dos vasos. Pessoas com predisposições genéticas ou adquiridas têm maior sensibilidade ao gatilho.

Quem deve ficar mais atento? Portadores de trombose prévia, pacientes com câncer ativo, gestantes, usuários de hormônios, pessoas com obesidade, idosos, quem fez cirurgia recente, e portadores de trombofilias hereditárias.

Prevenção e cuidados

Para todos os passageiros, caminhar pelo corredor, mexer tornozelos com flexões e extensões a cada 1-2 horas, manter boa hidratação e evitar álcool em excesso são orientações básicas. Quem possui fatores de risco deve consultar um especialista antes de viagens longas.

Para risco moderado a alto, as meias de compressão graduada costumam reduzir a trombose assintomática em voos longos. A profilaxia medicamentosa com heparina injetável é indicada apenas para muito alto risco e requer avaliação médica individual.

A aspirina não possui benefício comprovado na prevenção de trombose associada a viagens e não deve ser usada para esse fim. Anticoagulantes orais diretos não são amplamente recomendados sem evidência específica e avaliação médica.

Caso apareçam sinais após a viagem, como inchaço unilateral, dor, vermelhidão ou falta de ar súbita com dor no peito, a avaliação médica rápida é indispensável. Esses sintomas podem exigir atendimento imediato.

A trombose relacionada a voos é rara, porém relevante para quem já carrega fatores de risco. Com orientação adequada, medidas simples e prevenção personalizada, viajar continua sendo seguro e viável.

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