- A cidade de São Paulo iniciou a entrega gratuita de sensores de monitoramento contínuo da glicose para 1.584 crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1, cadastradas no Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg).
- O sensor custa cerca de R$ 770 por mês e a reposição fica a cargo da Unidade Básica de Saúde que acompanha cada criança.
- Para crianças de 2 a 9 anos, há um leitor dedicado; entre 10 e 12 anos, os dados podem ser acessados por meio de aplicativo no smartphone, com visualização em tempo real e compartilhamento com os responsáveis.
- A recomendação é substituir os sensores a cada quinze dias.
- A Prefeitura capacitou 511 profissionais das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde para implantar a tecnologia.
O município de São Paulo começou a entregar gratuitamente sensores de monitoramento contínuo da glicose a 1.584 crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1. A iniciativa, ligada ao Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg) da rede municipal, iniciou neste mês.
O sistema permite acompanhar a glicose em tempo real, aumentando a segurança e o conforto para as famílias. A medida facilita o monitoramento remoto e pode reduzir desconfortos decorrentes de medições tradicionais.
O sensor tem custo estimado de cerca de R$ 770 por mês por paciente, com reposição sob responsabilidade da Unidade Básica de Saúde que acompanha cada criança. O fornecimento é contínuo enquanto durar o programa.
Como funciona para as crianças
Para jovens de 2 a 9 anos, o sensor virá com um leitor dedicado para consulta dos dados. Já para quem tem entre 10 e 12 anos, as informações ficam disponíveis via aplicativo no smartphone, com visualização em tempo real, alertas e compartilhamento com os responsáveis.
A substituição dos sensores está indicada a cada 15 dias. Ao todo, 511 profissionais das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde foram capacitados para implantar a tecnologia.
Impacto para as famílias
Entre as famílias beneficiadas está uma dona de casa de 47 anos, cujo filho de 11 anos já se beneficiará do monitoramento sem as tradicionais picadas. A família destaca que o custo da tecnologia dificultaria a aquisição sem o apoio público.
Outra mãe, com filha de 9 anos, aponta melhora na rotina de medição e menor incômodo para a criança. O pai de uma criança de 4 anos ressalta que o monitoramento facilita a vida familiar diante de internações anteriores.
Para a rede municipal, o objetivo é ampliar a qualidade de vida de pacientes pediátricos com diabetes, com ganhos de segurança clínica e redução de medidas dolorosas. O programa contempla todos os pacientes cadastrados no Pamg.
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