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SP revisa monitoramento hídrico e incorpora eventos climáticos do El Niño

SP amplia monitoramento hídrico para incluir El Niño e La Niña, fortalecendo previsões e prevenção diante de eventos climáticos na RMSP

Foto: Nasa via Unsplash
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  • Governo de São Paulo amplia a série histórica de monitoramento da RMSP para quinze anos, incluindo El Niño e La Niña, para melhorar previsões e a segurança do abastecimento.
  • A atualização prevê curva específica para o Sistema Cantareira e avaliação mensal das faixas de contingência pelas agências reguladoras.
  • Cantareira tem comportamento distinto dos demais mananciais; no ciclo 2025/2026 houve chuva equivalente a 62% da média histórica, frente 90% em 2024/2025, levando a parâmetros de acompanhamento próprios.
  • Investimentos em resiliência hídrica passam de R$ 25 bilhões, com transferências Itapanhaú e Guaratuba somando 2,2 mil litros por segundo de água bruta e 31 reservatórios em construção com R$ 525 milhões.
  • Até 2027, obras previstas incluem ETAs Rio Grande e Báixo Cotia com aporte de 1,5 mil litros por segundo, e a transposição Billings-Taiaçupeba com mais 4 mil litros por segundo.

O governo de São Paulo atualizou a metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A nova abordagem passa a considerar uma série histórica de 15 anos, incluindo El Niño e La Niña, para aprimorar previsões e a proteção do abastecimento.

A mudança amplia a base de dados e permite acompanhar impactos de eventos climáticos extremos. Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, destacou que a relação entre fenômenos e volumes de chuva passa a ficar mais clara com a nova série.

Camila Viana, diretora-presidente da SP Águas, informou que o Sistema Cantareira tem comportamento distinto dos demais mananciais do SIM. No ciclo 2025/2026, Cantareira registrou 62% da média histórica, frente 90% em 2024/2025, justificando parâmetros próprios.

Metodologia e periodicidade

A atualização mantém as faixas de atuação de 1 a 7, usadas para medidas de contingência. A novidade está na periodicidade: a avaliação passa a ocorrer mensalmente pelo Comitê de Integração das Agências, em vez de prazos fixos anteriores.

A principal mudança está na curva para o Sistema Cantareira, com parâmetros específicos de acompanhamento para esse manancial. As ações de comunicação e suporte à população permanecem previstas em todas as faixas.

Projeções e investimentos

Natália Resende confirmou que as mudanças integram a estratégia climática do Estado para ampliar a prevenção em cenários de escassez hídrica. O governo lembra que já investe mais de R$ 25 bilhões em resiliência hídrica na maior etapa histórica do programa.

A Sabesp tem atuado com obras de transferência de água que fortalecem a oferta. Entre as entregas recentes estão as transferências Itapanhaú e Guaratuba, com incremento de 2,2 mil litros por segundo na água bruta.

Obras em andamento e metas futuras

Mais investimentos incluem 525 milhões de reais destinados a 31 novos reservatórios na RMSP. Até o fim de 2026, ETAs Rio Grande e Baixo Cotia recebem intervenções que somam 1,5 mil litros por segundo de capacidade adicional.

Para 2027, a transposição Billings-Taiaçupeba está prevista, com ganho projetado de 4 mil litros por segundo. As ações visam ampliar a previsibilidade do abastecimento diante de cenários climáticos variados.

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