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Transtorno do Espectro Autista: entenda os principais desafios

TEA apresenta níveis e comorbidades diversos; diagnóstico exige equipe multidisciplinar e atenção de pais, escola e sociedade para ampliar autonomia

Dr Kalil recebe a psiquiatra Daniela Bordini e a psicóloga Tatiana Mecca para falar sobre Transtorno do Espectro Autista
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  • O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve diferentes níveis, sintomas e comorbidades, tornando cada pessoa única.
  • O diagnóstico não tem exame específico; recomenda-se avaliação aprofundada por uma equipe multidisciplinar, com uso de exame clínico e histórico do paciente.
  • Profissionais de fonoaudiologia podem ser importantes na investigação, especialmente em dificuldades de comunicação e linguagem.
  • Pais e professores desempenham papel crucial na identificação de sinais na primeira infância, que podem incluir atrasos no desenvolvimento motor, alterações de sono e menos respostas ao ambiente.
  • O programa CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista discutiu os desafios do TEA na escola, trabalho e convivência, além de defender diagnóstico precoce, capacitação de profissionais e inclusão.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta diversidade de níveis, sintomas e comorbidades, tornando cada caso único. A psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, explica que conhecer um autista é, na prática, conhecer um autismo em particular.

No programa Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista, exibido pela CNN Brasil, o cardiologista recebeu Bordini e a psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. As entrevistadas trataram dos diferentes aspectos do TEA e da importância do diagnóstico precoce para ampliar oportunidades de desenvolvimento.

Diagnóstico e abordagem multidisciplinar

Não existe um exame específico para concluir o TEA. Mecca destaca que o diagnóstico aprofundado, feito por uma equipe multidisciplinar, é o caminho mais adequado. O processo envolve avaliação clínica com base nos sintomas e na trajetória do paciente.

A participação de profissionais diversos é essencial. Quando há dificuldades de comunicação, o acompanhamento fonoaudiológico costuma contribuir significativamente durante a investigação, segundo Mecca.

Pais e professores desempenham papel crucial na identificação dos sinais, geralmente observados na primeira infância. Sinais inespecíficos podem incluir atraso no desenvolvimento motor, alterações no sono e dificuldades de contato visual ou de resposta ao ambiente durante interações.

Níveis e impactos do autismo

O TEA é classificado em níveis que variam conforme o apoio necessário. O nível 3 indica maior dependência, com necessidade de suporte quase contínuo, enquanto outros casos exigem intervenções mais discretas, como psicoterapia e ajustes escolares.

O programa também destacou desafios de crianças, adolescentes e adultos em áreas como escola, trabalho, relacionamentos e convivência social. O aumento dos diagnósticos na vida adulta foi ressaltado, assim como a necessidade de capacitar profissionais de saúde e fortalecer o papel da família, da escola e da sociedade na promoção da inclusão, da autonomia e da independência.

O CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista vai ao ar neste sábado, 20 de junho, às 19h30, na CNN Brasil.

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