- Figueira centenária do Rubaiyat, em São Paulo, tem aproximadamente 130 anos e apenas 50% de sua composição saudável.
- A raiz aérea da árvore se conecta a vários troncos, formando a estrutura única conhecida como “floresta de uma árvore só”; a copa hoje está reduzida e sustentada por cabos.
- O Rubaiyat gasta entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão com a preservação, incluindo monitoramento de pragas e uso de equipamentos para afastá-las.
- A figueira é de Ficus benghalensis, originária do sul da Índia, e ficou famosa após integrar o salão principal do restaurante desde 2000.
- Em 2014, a árvore foi destaque em um episódio da série americana Simpsons, evidenciando sua relevância cultural além da gastronomia.
A Figueira Rubaiyat, escolha centenária do restaurante homônimo, completa cerca de 130 anos. Localizada nos Jardins, em São Paulo, enfrenta o crescimento urbano acelerado que compromete parte de sua estrutura. Hoje, apenas metade de sua composição permanece saudável.
A árvore, pertencente à espécie Ficus benghalensis, já foi uma das maiores do mundo, com copas que, no auge, alcançaram dezenas de metros de diâmetro. Em seu habitat natural, pode chegar a 30 metros de altura, formando redes de troncos conectados por raízes aéreas.
Conservação e cenário atual
Ao longo de quase três décadas sob os cuidados da Figueira Rubaiyat, o tronco foi protegido com podas, higienização e adubação rigorosa. Um sismotron permite simular microtremores para afastar cupins e outras pragas, segundo o biólogo Ítalo Mazzarella, sócio da Gaia Consultoria.
Exames de ultrassom indicam distribuição de seiva irregular. As raízes aéreas, que se estendem para o solo para sustentar a planta, foram alvo de intervenções para fortalecer a estrutura, mas o desafio persiste diante do lençol freático cortado pelas obras da região.
Contexto histórico e atualidade
A figueira passou a integrar o centro do salão do Rubaiyat desde 2000, quando o restaurante passou a ocupar o espaço da antiga loja de itens de alto padrão. O grupo familiar Rubaiyat, hoje na terceira geração, administra sete unidades no Brasil e no exterior.
O custo de preservação da figueira é estimado entre 700 mil e 1 milhão de reais. Em 1999, a família removeu pavimentos para permitir a regeneração das raízes, tomando a decisão de desenhar o salão ao redor da planta, que passa a ser parte essencial da identidade do empreendimento.
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