- Uma pesquisa aponta que setenta e seis por cento das pessoas consomem pelo menos um suplemento regularmente, e quase um quinto usa quatro ou mais diariamente.
- Especialistas alertam que o uso excessivo pode causar problemas hepáticos, renais e gastrointestinais, incluindo danos ao fígado em casos de combinações de suplementos fitoterápicos e dietéticos.
- Casos individuais mostraram riscos: uma mulher teve pedra nos rins entre dois e três centímetros, possivelmente causada pelo coquetel diário de suplementos. O tratamento chegou a custar cerca de seis mil dólares com plano de saúde.
- Médicos destacam a importância de evitar duplicar ingredientes ou interagir suplementos com medicamentos, e sugerem que, na maioria dos casos, uma dieta balanceada é suficiente; suplementos devem ser usados com orientação médica.
- Especialistas sugerem monitorar as quantidades diárias, considerar apenas vitamina D no inverno, e, se houver deficiência, buscar orientação médica ao invés de recorrer a suplementos de forma indiscriminada.
Diante de um acúmulo de suplementos, especialistas alertam para riscos à saúde. Um estudo recente da organização Which? mostrou que 76% dos entrevistados consomem ao menos um suplemento regularmente, incluindo vitaminas, minerais e proteínas. Quase 20% usam quatro ou mais diariamente.
Pacientes relatam danos hepáticos, renais e gastrointestinais ligados ao uso excessivo de suplementos. Profissionais de saúde têm atendido mais casos envolvendo coquetéis de ervas, vitaminas e minerais que acabam sobrecarregando órgãos. O quadro tem levado especialistas a questionar a suposta necessidade constante de suplementação.
O caso de Ginger Smith, nos EUA, ilustra o tema: influenciadora tomou altas doses de vitamina C, D, cúrcuma e outros produtos por anos. Após dores, descobriu uma pedra nos rins de 2 a 3 cm, levando à cirurgia e a despesas médicas consideráveis.
Especialistas consultados destacam que o fígado pode ser afetado pela combinação de substâncias, sobretudo em pessoas que utilizam vários suplementos de ervas. Dados de pesquisas americanas indicam que até 20% dos danos hepáticos envolvem misturas de fitoterápicos e suplementos dietéticos.
Profissionais do NHS e do Royal College of General Practitioners ressaltam que alguns ingredientes, como vitaminas lipossolúveis, podem permanecer no organismo por mais tempo. Em muitos casos, a “política de mais é melhor” não se sustenta diante de evidências.
Para quem busca orientação, o consenso é simples: priorizar a alimentação, revisar rótulos e evitar duplicidade de ativos. Em situações de deficiência, a recomendação é consultar um médico e usar suplementos apenas por períodos curtos, sob supervisão.
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