- Defesa Civil Alerta ficou fora do ar às 1h30 de sábado após invasão que provocou o disparo indevido de um alerta extremo para Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
- O Ministério da Integração informou que a mensagem foi ordenada remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
- O alerta continha a palavra “misantropia” e levantou a suspeita de ataque hacker; a Sedec acionará a Polícia Federal.
- A tecnologia usada é o Cell Broadcast, envio de mensagens por localização em massa, rápido e sem necessidade de cadastro.
- O governo planeja religar o sistema assim que as condições de segurança estiverem restabelecidas e reforçar a proteção da plataforma.
O Defesa Civil Alerta foi retirado do ar preventivamente às 1h30 deste sábado após uma invasão que disparou um alerta extremo para moradores de Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. A mensagem foi ordenada remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O objetivo da ação ainda não foi esclarecido.
A secretaria vinculada ao MIDR informou que acionará a Polícia Federal para apurar o hackeamento e adotará as medidas necessárias para religar o sistema assim que as condições de segurança forem restabelecidas. O alerta falso chegou a diversas regiões do país, gerando mobilização de serviços de defesa civil e da população.
O episódio evidencia a atuação de tecnologia baseada em Cell Broadcast, método de envio de mensagens por localização sem cadastro prévio dos usuários. A Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações descreve a ferramenta como de “um para muitos” e com rápida disseminação para celulares em área geográfica específica.
Defesa Civil Alerta e a tecnologia Cell Broadcast
O Cell Broadcast transmite mensagens por meio das antenas de telefonia, atingindo aparelhos dentro de uma área definida. Pode partir de uma única torre ou de várias para cobrir regiões maiores, chegando a toda a rede de uma operadora. A tecnologia não exige dados pessoais do usuário e costuma aparecer na tela com sinal sonoro e aviso visual.
Especialistas destacam que, em situações de emergência, o sistema tem rapidez e não depende de contatos individuais, o que facilita alcançar grande parte da população. O uso em cenários de desastres naturais, riscos de segurança pública e buscas por pessoas desaparecidas é comum, com atualizações de conteúdo sob responsabilidade dos órgãos de defesa civil.
Diante do ataque, a Sedec informou que manterá o monitoramento do incidente e comunicará novas medidas de segurança assim que possível. A retirada do ar temporária reforça a necessidade de fortalecer a proteção cibernética de plataformas de alerta público.
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