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Mãe fica um ano em hospitais até descobrir diagnóstico correto do filho

De alergia ao leite a tumor no cérebro: mãe passa um ano em hospitais até diagnóstico de ATRT, câncer raro que exige cirurgia e quimioterapia

Finley em uma de suas inúmeras visitas aos hospitais — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Melinda levou Finley, 1 ano, a várias instituições com vômitos frequentes; médicos chegaram a falar em alergia ao leite, vírus ou doença viral, sem melhoria.
  • Após seis internações, a família insistiu e, com persistência dos sintomas, o hospital mudou o diagnóstico e encaminhou para avaliação mais completa.
  • A tomografia revelou tumor no cérebro; Finley foi transferido para o Royal Victoria Infirmary e passou por cirurgia para remoção total do tumor.
  • O diagnóstico foi de tumor rabdoide teratoide atípico; iniciou-se quimioterapia, com uso de reservatório implantado e cateter para tratar o câncer, enfrentando várias complicações.
  • Em 2026, Finley encerrou o tratamento, com exames recentes limpos, mas o risco de recidiva permanece alto nos primeiros dois anos; acompanhamento médico a cada três meses.

Melinda Garratt levou Finley, um bebê de 1 ano, a várias instituições por seis semanas, até que exames revelaram a verdadeira causa dos vômitos e convulsões. O caso começou com episódios frequentes de vômito, que ganharam intensidade e novas manifestações ao longo do tempo. A família buscou respostas em serviços de saúde do Reino Unido, sem sucesso inicial.

Entre as hipóteses, constavam alergia ao leite e síndromes virais, mas os relatos médicos não explicaram o padrão dos sintomas. Erupções cutâneas, vômitos matinais e episódios que pareciam convulsões levaram a novas avaliações. A cada visita, as explicações pareciam não se adequar ao quadro.

Após a sexta ida ao hospital, a família mudou de instituição e houve avanços. Finley foi transferido ao Royal Victoria Infirmary, onde uma tomografia apontou a necessidade de cirurgia neurológica urgente. O diagnóstico inesperado foi um tumor no topo da coluna próximo ao cérebro.

Diagnóstico que mudou tudo

Em menos de 24 horas, o menino foi submetido a ressonância magnética e cirurgia para remoção total do tumor. O tumor foi identificado como ATRT, um câncer infantil raro e agressivo. A descoberta levou a meses de quimioterapia, novas cirurgias e uso de um reservatório implantado para tratamento.

A partir daí, a rotina familiar passou a girar em torno de internações, sessões de quimioterapia e monitoramento constante. Finley precisou de cateter para quimioterapia e de suporte intensivo, com episódios de vômitos persistentes e transfusões. Meses de tratamento se estenderam por quase dois anos.

Desfecho e cenário atual

Em 2026, Finley concluiu o ciclo principal do tratamento. Exames recentes indicam ausência de surtos naquele momento, mas o risco de recidiva permanece alto nos dois primeiros anos. A família mantém consultas trimestrais para monitoramento, com a mãe mantendo a vigilância sobre sinais futuros.

Hoje, Finley tem 2 anos e vive a fase típica da idade, correndo e explorando o mundo com curiosidade. Melinda ressalta a importância de acreditar nos próprios instintos frente a sinais preocupantes, mesmo quando avaliações não confirmam imediatamente as suspeitas.

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