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Médico brasileiro separa com sucesso irmãs gêmeas unidas pela cabeça

Cirurgia de separação de gêmeas siamesas unidas pela cabeça, em Abu Dhabi, com equipe internacional e participação de médico brasileiro, termina com alta e avanço médico

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  • Cirurgia de separação de gêmeas siamesas unidas pela cabeça foi realizada em 2025, em Abu Dhabi, com a participação do neurocirurgião pediátrico brasileiro Gabriel Mufarrej.
  • A operação envolveu mais de sessenta profissionais de vinte nacionalidades, incluindo dez neurocirurgiões, e ficou em mais de quarenta horas de centro cirúrgico.
  • As irmãs são nigerianas que nasceram com os crânios unidos e compartilhavam tecidos cerebrais e vasos sanguíneos, condição conhecida como craniópago.
  • A separação ocorreu quando tinham dezoito meses, após quatro operações realizadas ao longo de quatro meses; após meses de recuperação, receberam alta e retornaram para casa na Nigéria.
  • A equipe utilizou recursos de inteligência artificial, modelagem tridimensional do crânio, realidade virtual, realidade aumentada e implantes personalizados para a cirurgia.

A cirurgia de separação de duas gêmeas siamesas unidas pela cabeça foi realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2025. O procedimento envolveu mais de 60 profissionais de 20 nacionalidades, com uso de tecnologias avançadas para realizar a separação de craniópagos.

As irmãs, de nacionalidade nigeriana, nasceram com os crânios unidos e compartilharam tecidos cerebrais e vasos sanguíneos. Aos 19 meses, passaram por quatro operações ao longo de quatro meses para a separação total. O grupo envolveu médicos do Brasil, Reino Unido, Emirados Árabes e Nigéria.

O neurocirurgião pediátrico brasileiro Gabriel Mufarrej participou da intervenção. Após meses de recuperação, as irmãs receberam alta médica e retornaram à Nigéria. O caso é visto como marco na neurocirurgia pediátrica mundial.

Equipe e tecnologia

Ao todo, dez neurocirurgiões compuseram a equipe principal da operação, que durou mais de 40 horas. Além deles, participaram mais de 60 profissionais de saúde de 20 países, incluindo médicas brasileiras e especialistas locais.

Os médicos utilizaram recursos de inteligência artificial, modelagem 3D do crânio, realidade virtual e aumentada, além de implantes personalizados criados a partir de imagens das pacientes. Essas ferramentas buscaram maior precisão cirúrgica.

Para o neurocirurgião Arun Rajeswaran, o caso demonstra o potencial da cooperação internacional em procedimentos complexos. A colaboração multissetorial foi citada como elemento-chave para a segurança e eficiência do processo.

O sucesso é considerado um avanço para o tratamento de gêmeos craniópagos e abre caminhos para novas práticas na neurocirurgia pediátrica. A recuperação das irmãs foi acompanhada pela equipe médica ao longo do retorno às atividades familiares.

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