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Autismo tem três níveis; especialistas descrevem diferenças ao Dr. Kalil

Especialistas explicam os níveis do autismo e os desafios de adultos, desde comunicação até inclusão no trabalho e vida diária

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  • O autismo é classificado em três níveis de suporte pelo DSM-5; quanto maior o nível, maior a necessidade de apoio.
  • Nível três é o mais severo: alta dependência, geralmente requer suporte 24 horas, costuma ser não verbal e com deficiência intelectual associada.
  • Nível um tem suporte menos intrusivo, com funcionalidade mais preservada, podendo envolver psicoterapia ou ajustes escolares.
  • O nível dois é intermediário entre os extremos, com necessidade moderada de apoio para comunicação, sociabilidade e atividades diárias.
  • Em adultos com autismo, os desafios aparecem em ambientes sociais complexos, no mercado de trabalho e em relacionamentos, incluindo dificuldades de comunicação e de perceber/expressar emoções.

O autismo é classificado em três níveis de suporte, conforme o DSM-5, publicado em 2013. A definição é usada para orientar o atendimento de pacientes e famílias, como explicou uma especialista no programa CNN Sinais Vitais.

A lógica da classificação é simples: quanto maior o nível, maior a dependência para realizar atividades diárias e para comunicação, sociabilidade e autonomia. Nivel 3 indica maior necessidade de suporte, enquanto o nível 1 exige menos intervenção.

No nível 3, os pacientes costumam ter alta dependência, muitas vezes precisam de suporte 24 horas, podem não se comunicar verbalmente e apresentam deficiência intelectual associada. O nível 1 permite maior funcionalidade com apoio discreto, como psicoterapia ou ajustes educacionais. O nível 2 fica entre os dois extremos.

Desafios dos adultos autistas

A psicóloga convidada ressaltou as dificuldades que persistem na vida adulta, mesmo para quem não tem deficiência intelectual associada. Ambientes sociais complexos e não previsíveis costumam sobrecarregar o processamento sensorial.

No mercado de trabalho, obstáculos aparecem desde o processo seletivo até a manutenção do emprego, ligados a habilidades comunicativas e a padrões de pensamento mais rígidos. Relações interpessoais também costumam exigir ajustes na comunicação emocional.

A especialista destacou ainda que os desafios se apresentam em diferentes esferas, exigindo estratégias de inclusão que levem em conta a variabilidade do espectro e as necessidades individuais em cada contexto.

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