- Baleia jubarte fêmea chamada Luban percorreu cerca de sete mil quilômetros, indo da costa de Omã até a Índia, em deslocamento incomum para o grupo que não migra sazonalmente.
- O estudo, publicado em dezoito de junho na revista Frontiers in Marine Science, acompanha o movimento desse grupo que vive próximo à costa do Mar Arábico.
- Pesquisadores usaram quatorze transmissores via satélite e combinaram monitoramento remoto com observações em embarcações, gerando dados de cerca de cinquenta e três dias de deslocamentos.
- Cinco baleias marcadas permaneceram na região entre o Golfo de Masirah, a Baía de Hallaniyat e o norte do Iêmen; duas viajaram para a Baía de Hallaniyat.
- Luban é o primeiro caso registrado de uma baleia jubarte asiática atravessando o Mar Arábico, possivelmente buscando alta produtividade alimentar da região.
Baleia-jubarte Luban percorreu quase 7 mil km, partindo da costa de Omã e chegando à Índia, em deslocamento raro para o grupo que não migra sazonalmente. O achado é destaque do estudo publicado recentemente. A viagem ocorreu no Mar Arábico, região onde esse grupo permanece na maioria do tempo.
Uma equipe internacional de pesquisadores monitorou o grupo com 14 transmissores via satélite, cobrindo cerca de 53 dias de deslocamentos. As baterias de marcação foram instaladas na Baía de Hallaniyat e no Golfo de Masirah, ambos em Omã. O objetivo foi entender o comportamento desse grupo permanente da região.
Entre os marcados, cinco baleias permaneceram na região estudada, e duas viajaram para a Baía de Hallaniyat. Luban foi a exceção, desviando-se para leste e atingindo a costa de Goa, no oeste da Índia. A distância total estimada é de aproximadamente 7 mil quilômetros.
Metodologia e principais resultados
O estudo, divulgado em 18 de junho na Frontiers in Marine Science, utiliza dados de satélite para mapear rotas diárias e padrões de mergulho. A abordagem permitiu confirmar a rota incomum de Luban pelo Mar Arábico e a sua permanência relativa em áreas entre Masirah, Hallaniyat e o norte do Iêmen.
A percepção de que Luban viajou em busca de alta produtividade alimentar reforça hipóteses sobre motivações ecológicas. A pesquisadora Aida Al Jabri explica que a observação direta oferece evidência de deslocamento interestadual raro para a espécie naquela região.
Conservação e próximos passos
Os autores destacam que o estudo contribui para o monitoramento de um grupo isolado de baleias-jubarte ao longo da costa de Omã. Em face de mudanças climáticas e pressões pesqueiras locais, o acompanhamento é visto como essencial para a proteção do grupo.
Após a publicação, Luban foi reencontrada no Golfo de Masirah, sinalizando continuidade de atividade desses cetáceos na área. As equipes pretendem ampliar o monitoramento e ampliar o conjunto de dados para entender padrões sazonais restritos daquela subpopulação.
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