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Crianças também podem ter depressão; sinal oculto que pais devem observar

Estudo sugere que depressão infantil se manifesta pela forma como as crianças olham para expressões faciais, especialmente com histórico familiar

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  • Estudo da Universidade de Binghamton acompanhou 242 crianças e suas mães por dois anos.
  • As crianças participaram de avaliações semestrais em que observavam pares de rostos, com rastreamento ocular registrando para onde olhavam e por quanto tempo.
  • O objetivo foi entender como sintomas depressivos e padrões de atenção se influenciam ao longo do tempo.
  • O histórico familiar de depressão fez diferença: crianças com mães com transtorno depressivo maior apresentaram mudanças no comportamento visual.
  • Os pesquisadores apontam que a depressão pode afetar o cérebro e se manifestar na infância, antes de quadros clínicos mais graves.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, aponta que crianças podem apresentar sinais precoces de depressão perceptíveis por meio do olhar. A pesquisa acompanhou 242 crianças e suas mães ao longo de dois anos, buscando padrões de atenção a expressões faciais. O objetivo é identificar sinais ocultos que antecipem quadros depressivos.

A metodologia envolveu avaliações semestrais, em que as crianças observavam pares de rostos com diferentes emoções em uma tela. Um sistema de rastreamento ocular registrava para onde elas olhavam e por quanto tempo mantinham o foco. Os pesquisadores afirmam que o estudo é pioneiro ao acompanhar, ao longo do tempo, a relação entre sintomas depressivos e padrões de atenção.

Histórico familiar como indicativo

Os resultados indicaram que o comportamento visual varia conforme o histórico familiar de depressão. Entre crianças cujas mães já tiveram transtorno depressivo maior, houve alterações observáveis na forma de direcionar o olhar para expressões faciais. A pesquisa sugere que esse padrão pode nascer ainda na infância, antes de um quadro clínico mais grave.

Segundo os autores, as mudanças na atenção podem refletir alterações no processamento emocional do cérebro, ligadas à depressão. A análise abrangeu o período de dois anos, contribuindo para entender a relação entre sintomas e atenção ao ambiente em fases iniciais da vida.

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