- No domingo, 21 de junho, às 5h27 (horário de Brasília), ocorreu o solstício de inverno, marcando o início astronômico da estação e o dia mais curto do ano no Brasil.
- O motivo é a inclinação do eixo da Terra, e não a distância ao Sol; a geometria faz com que cada hemisfério receba luz em momentos diferentes ao longo do ano.
- Enquanto no Hemisfério Norte é verão e possui o dia mais longo, no Sul o Sol fica menos tempo acima do horizonte, reduzindo a claridade.
- A variação entre nascer e pôr do sol é mais perceptível quanto mais distante do Equador, sendo maior em partes do Sul do Brasil.
- A partir do solstício, os dias passam a ficar gradualmente mais longos até o próximo solstício de verão; as temperaturas mais baixas costumam surgir nas semanas seguintes, e há diferença entre estações astronômicas e meteorológicas.
O Hemisfério Sul vive neste domingo o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. Em território brasileiro, o evento ocorreu às 5h27, no horário de Brasília, marcando o início astronômico do inverno.
Ao contrário do que se costuma pensar, não é a distância da Terra ao Sol que explica a mudança de estações. A inclinação do eixo terrestre faz com que cada hemisfério receba luz solar de forma diferente ao longo do ano.
O Brasil, localizado ao sul da linha do Equador, observa que o Sol fica menos tempo acima do horizonte. Em cidades mais ao sul, a diferença entre nascer e pôr do sol é mais pronunciada do que perto da linha do Equador.
Como funciona o solstício
A cada solstício, os dias passam a ganhar ou perder minutos de claridade. No solstício de inverno, a direção axial faz com que o Hemisfério Sul receba menos luz. Esse padrão se reverte no solstício de verão, quando o dia é mais longo.
A relação entre estações astronômicas e meteorológicas explica que o frio mais intenso nem sempre coincide com o dia mais curto. A resposta do clima depende de fatores como atmosfera, oceanos e solo, que demoram a reagir.
Impacto prático no cotidiano
A definição astronômica distingue a posição da Terra em relação ao Sol das mudanças fixas no calendário. Assim, o solstício não determina temperatura imediata, mas sinaliza a virada gradual na duração diurna até o verão.
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