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El Niño pode influenciar o inverno brasileiro, diz especialista

El Niño tende a tornar este inverno atípico: frio mais intenso no começo, aquecimento gradual e chuvas acima da média no sul, com seca no Nordeste

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  • O inverno começou no hemisfério sul no domingo, 21, e há previsão de queda de temperatura em várias regiões do Brasil.
  • O El Niño tende a elevar as temperaturas acima da média e pode reduzir a sensação de frio a partir de agosto.
  • Regiões do sul, e possivelmente parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul, devem ter chuva acima da média.
  • Nordeste e parte da região Norte (Pará, Amapá, Tocantins) apresentam tendência de seca, com chuvas abaixo do esperado.
  • O El Niño atual é esperado como um dos mais fortes, aumentando o risco de instabilidades, ventos fortes e granizo em centro-sul, com variações rápidas entre calor e frente fria.

O inverno começou no hemisfério sul neste domingo 21, e as previsões indicam queda de temperatura em várias regiões do Brasil. O El Niño deve conferir características atípicas à estação, com padrões diferentes do que é comum em anos neutros.

Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus Meteorologia, a população pode esperar frio mais intenso no início da estação, que tende a perder força com o avançar do inverno. O período de maior sensibilidade ao frio fica nos primeiros dias, com queda de temperaturas prevista para agosto.

Nascimento compara com o ano anterior, marcado pela La Niña. Naquele ciclo houve frio mais constante, com geadas em dezembro na Serra Catarinense. Hoje, o cenário indica aquecimento progressivo e noites mais amenas em várias regiões.

Efeitos regionais e chuvas

No sul e em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a expectativa é de chuvas acima da média. Já no Nordeste e em trechos da região Norte, como Pará, Amapá e Tocantins, a tendência é de seca.

Nas demais áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, a relação com o El Niño aponta para temperaturas acima da média e chuvas irregulares. Há previsão de períodos alternados de chuva intensa e fases secas ao longo da estação.

O El Niño de 2026 é destacado como um dos mais fortes já registrados. O fenômeno deve potencializar impactos climáticos ao longo do inverno, com variações rápidas entre calor extremo e precipitações intensas.

Alertas de eventos extremos

O centro-sul do país entra em alerta para possíveis eventos extremos de chuva, vento e granizo. O choque térmico causado por ondas de calor seguidas de frentes frias pode favorecer instabilidades meteorológicas. O acompanhamento da previsão é crucial para minimizar danos.

Especialistas ressaltam a necessidade de monitorar informações oficiais aos próximos meses, já que mudanças rápidas podem ocorrer e alterar o cenário esperado para diferentes regiões.

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