- Avanço da vacinação contra o HPV no Brasil é impactado pela falta de conhecimento e pela influência de discursos antivacina, levando adolescentes a não buscar postos de saúde e pais a duvidarem da segurança ou eficácia.
- No primeiro semestre de dois mil e vinte e seis, a cobertura foi de quarenta e quatro por cento entre meninas de nove a quatorze anos e sessenta e seis por cento entre os meninos da mesma faixa, abaixo da meta de noventa por cento.
- Um estudo da Universidade Federal de Pelotas aponta que uma em cada quatro meninas de treze a dezoito anos não recebeu nenhuma dose; resistência à vacina ocorre também entre grupos com maior escolaridade e renda.
- A campanha, iniciada em dois mil e quatorze, já enfrentou desconfiança pública e controvérsias ligadas a aspectos morais, além de queda na adesão à segunda dose após a primeira etapa.
- especialistas defendem vacinação escolar como estratégia-chave; o Ministério da Saúde ampliou o público-alvo para quinze a dezenove anos para alcançar quem não foi vacinado, e a vacina quadrivalente protege contra quatro cepas do HPV.
O Brasil enfrenta entraves à vacinação contra o HPV, segundo dados do Ministério da Saúde. A hesitação e a desinformação reduzem a procura aos postos, principalmente entre adolescentes. A falta de conhecimento sobre a necessidade da dose também atrasa a adesão.
A OMS aponta que pelo menos 80% da população pode contrair HPV ao longo da vida. Sem proteção, aumentam os riscos de câncer, como de colo do útero e de pênis. A vacina protege contra as variantes mais agressivas do vírus.
Dados do primeiro semestre de 2026 mostram cobertura de 74,14% entre meninas de 9 a 14 anos e 66,14% entre meninos da mesma faixa etária, abaixo da meta de 90%. A situação preocupa especialistas por potencial aumento de casos evitáveis.
Desinformação e hesitação
Um estudo da Universidade Federal de Pelotas indica que uma a cada quatro meninas de 13 a 18 anos não recebeu nenhuma dose. A pesquisa também revela resistência entre grupos de maior escolaridade e renda, não apenas entre famílias carentes.
O diagnóstico aponta duas hipóteses: falhas de comunicação pública do SUS e, principalmente, hesitação vacinal. Fatores como fake news e dúvidas sobre segurança aparecem entre as razões para não vacinar.
Entre 2019 e 2020, episódios em Acre alimentaram o ceticismo. Mães organizaram passeatas após relatos de sintomas em vacinadas, mas investigações do IN-USP não estabeleceram relação causal entre a vacina e os eventos.
Esforços de comunicação e vacinação escolar
Especialistas defendem comunicação adaptada ao público adolescente. Explicitar que a vacina previne o câncer, sem linguagem extrema, é apontado como eficaz. A estratégia atual aposta na vacinação em escolas para aumentar a adesão.
O Ministério da Saúde incluiu a faixa etária de 15 a 19 anos, visando alcançar jovens que não se vacinaram nos anos anteriores. A ideia é ampliar a cobertura para próximos intervalos da campanha.
Sobre a vacinação, o HPV possui mais de 200 tipos. A inibição mais profunda ocorre com 12 tipos ligados a câncer. A vacina quadrivalente, disponível no SUS, protege contra as cepas 6, 11, 16 e 18 e é aplicada em dose única desde 2024.
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