- O estudo acompanhou 216 adultos com mais de 40 anos com hipertensão estágio 1, divididos em grupos de caminhada rápida, exercícios autogeridos e baduanjin regular.
- As sessões de baduanjin ocorreram cinco vezes por semana, com duração entre 10 e 15 minutos, sem necessidade de aparelhos ou local específico.
- Ao longo de um ano, houve queda significativa na pressão arterial sistólica, com melhorias já após três meses e benefícios mantidos até o fim do acompanhamento.
- A redução da pressão com baduanjin ficou semelhante à observada com alguns medicamentos usados no tratamento inicial da hipertensão e à caminhada rápida.
- Especialistas destacaram o potencial da prática como estratégia comunitária de prevenção e controle da hipertensão, especialmente em regiões com poucos recursos de saúde, por ser de baixo custo e de adesão facilitada.
O estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology avaliou 216 adultos com mais de 40 anos, todos com hipertensão estágio 1. Os participantes foram divididos em três grupos: caminhada rápida, exercícios autoguiados e sessões regulares de baduanjin. Acompanhamento de um ano mediu a pressão arterial sistólica.
A prática de baduanjin ocorreu cinco vezes por semana, com sessões de 10 a 15 minutos. Ao longo do acompanhamento, houve redução significativa da pressão arterial entre os praticantes. Os efeitos começaram a surgir após três meses e se mantiveram até o fim do estudo.
Os resultados indicam que a queda na pressão com baduanjin foi parecida com a observada em alguns medicamentos da fase inicial da hipertensão e similar à de caminhadas rápidas. A adesão elevada foi destacada pelos pesquisadores, devido à simplicidade e baixo custo.
Potencial de políticas de saúde
Especialistas apontam que o baduanjin se revela como estratégia comunitária de prevenção e controle da hipertensão, especialmente em regiões com recursos limitados. Sessões de baixo custo não exigem equipamentos nem locais específicos, facilitando a implementação em comunidades.
Considerações dos pesquisadores
A equipe científica afirma que o estudo valida, de forma prática, uma tradição de medicina chinesa. O método reúne segurança, fácil execução e resultados consistentes ao longo do tempo, reforçando o potencial como complemento a programas de saúde pública.
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