- O própolis apresenta centenas de moléculas bioativas (flavonoides, fenólicos, ácidos aromáticos, terpenos) com ações antimicrobianas, antivirais, antioxidantes e imunomoduladoras.
- O mel atua como demulcente, protegendo a mucosa da garganta, e tem osmolaridade alta, dificultando o crescimento de microrganismos.
- Revisão publicada em 11 de fevereiro de 2025 destaca a variedade de compostos do própolis e seus efeitos na inflamação, na resposta imune e na atividade antimicrobiana.
- Estudo de 1º de julho de 2025, na revista Scientific Reports, aponta atividade antiviral e anti-inflamatória de formulações com própolis verde brasileiro em modelos relacionados ao SARS-CoV-2.
- Bebês com menos de 12 meses não devem consumir mel devido ao risco de botulismo infantil.
O própolis e o mel são substâncias produzídas pelas abelhas que têm sido estudadas como recursos naturais de proteção para a colmeia e para a saúde humana. A pesquisa atual analisa como esses compostos atuam contra vírus, bactérias e inflamação.
Embora muitas vezes comparados, mel e própolis atuam de formas distintas. Juntos, eles formam uma combinação rica em compostos bioativos que desperta o interesse científico pela sua ação biológica.
O própolis na ciência
O própolis é uma resina produzida pelas abelhas a partir de plantas. Dentro da colmeia funciona como barreira sanitária, contendo flavonoides, compostos fenólicos, ácidos aromáticos e terpenos. Essas substâncias são estudadas por ações antimicrobianas, antivirais e imunomoduladoras.
Revisões recentes destacam o potencial de interação desses compostos com mecanismos de inflamação e resposta imune. Pesquisas publicadas em 2025 apontam a diversidade de moléculas bioativas presentes no própolis.
Mel e tosse: como atuam
O mel tem ação demulcente, protegendo a mucosa da garganta e reduzindo irritação que desencadeia a tosse. Também apresenta elevada osmolaridade, que pode dificultar o crescimento de microrganismos em certos ambientes.
Por isso, o mel continua sendo estudado como opção de alívio sintomático em infecções respiratórias leves, principalmente quando o objetivo é conforto da mucosa.
Flavonoides e vírus
Estudos indicam que alguns flavonoides do própolis podem dificultar a adesão viral à célula hospedeira e interferir na replicação. Também há evidências de modulação da resposta inflamatória em modelos experimentais.
Pesquisa publicada na Scientific Reports, com participação brasileira, avaliou a atividade antiviral de formulações com própolis verde em modelos relacionados ao SARS-CoV-2. Os autores destacam o potencial biológico, sem sugerir substituição de tratamentos.
Alerta de segurança e prática médica
Uma orientação importante envolve bebês: o mel não deve ser oferecido a crianças com menos de 12 meses devido ao risco de botulismo infantil. Em adultos e crianças mais velhas, o mel pode ser utilizado com cautela conforme orientação médica.
As informações científicas atuais mostram o interesse em entender melhor o própolis e o mel, sem estabelecer substituições a terapias já estabelecidas. A pesquisa continua a esclarecer mecanismos de ação e aplicações potenciais.
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