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Projeto brasileiro com IA devolve autonomia a pacientes com ELA

ExtensIA, IA assistiva brasileira em beta com investimento de ~R$ 5 milhões, devolve voz e continuidade profissional a pacientes com ELA que preservam funções cognitivas

Imagem genérica de Inteligência Artificial
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  • Projeto ExtensIA, de IA assistiva de alta complexidade no Brasil, visa devolver voz, autonomia e continuidade profissional a pacientes com ELA, mantendo funções cognitivas.
  • A iniciativa, em fase beta com investimento de cerca de R$ 5 milhões, é fruto de parceria entre a Fundação Unimed e a startup WorkAI e pode atender pessoas que perderam os movimentos, mas preservam a cognição.
  • O primeiro caso é a psiquiatra Maria Inês Quintana, diagnosticada com ELA há quase três anos, que voltou a lecionar, palestrar e compartilhar conhecimento com médicos e estudantes com apoio da tecnologia.
  • O sistema combina três frentes: Agente Clínico Assistivo (IA treinada com o acervo de Maria Inês), Avatar Digital Palestrante (avatar capaz de aulas e palestras em PT, EN e ES) e Sistema Multiagente Coordenador para apoiar gestão acadêmica na Faculdade Unimed.
  • A iniciativa envolve a Faculdade Unimed e deve, em breve, ser aplicada a pessoas com prejuízo motor mas com funções cognitivas preservadas, integrando ciência, tecnologia e cuidado humano.

Um projeto brasileiro inédito utiliza IA para devolver voz, autonomia e continuidade profissional a pacientes com ELA. A iniciativa, no valor de cerca de R$ 5 milhões, está na versão beta e foca em pessoas que perderam movimentos, mantendo funções cognitivas.

O ExtensIA nasce de parceria entre a Fundação Unimed e a startup WorkAI. A proposta é preservar e ampliar o conhecimento de profissionais com doenças neurodegenerativas que afetam o corpo, mas não a mente.

A primeira aplicação envolve a psiquiatra Maria Inês Quintana, uma das maiores especialistas em transtorno de personalidade borderline. Diagnosticada com ELA há quase três anos, ela recuperou parte de sua atuação com a tecnologia.

Maria Inês voltou a lecionar, palestrar e compartilhar conhecimento com médicos e estudantes. A ExtensIA permite que sua carreira não seja interrompida pela doença, mantendo atividade acadêmica e clínica.

Ela é professora associada da Unifesp e coordena pesquisas no Ambulatório de Transtornos da Personalidade. A ferramenta já utiliza o Tobii Communicator para digitar por meio do movimento ocular.

O projeto integra três frentes: agende clínico assistivo, avatar digital palestrante e um sistema multiagente coordenador. O conjunto combina medicina, engenharia de dados e IA de alta complexidade.

O Agente Clínico Assistivo usa o acervo de mais de 30 anos de atuação de Maria Inês. O Avatar Digital Palestrante ministra aulas e palestras em português, inglês e espanhol.

O Sistema Multiagente Coordenador será integrado aos sistemas educacionais da Faculdade Unimed. Ele organiza grades, analisa ementas e apoia a gestão acadêmica.

A Fundação Unimed, por meio da Faculdade Unimed, coordena cientificamente o ExtensIA. A diretoria científica ressalta que a iniciativa une ciência, tecnologia e cuidado humano.

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