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Proteína klotho é estudada como potencial caminho contra o envelhecimento

Klotho, proteína ligada ao envelhecimento, elevou entre quinze e vinte por cento a longevidade de animais, com melhor massa muscular e função cognitiva

Envelhecimento
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Kuro-o, médico japonês, descobriu o gene klotho em 1997 após um erro de bancada que fez camundongos envelhecerem rapidamente, com arteriosclerose, osteoporose e deterioração cognitiva.

Os camundongos tratados com a modulação de klotho viveram entre 15% e 20% a mais e apresentaram ganhos em massa muscular, densidade óssea, menos fibrose e melhor função cognitiva.

A klotho existe em duas formas: uma vinculada à membrana de células renais e cerebrais, e um fragmento que se solta na corrente sanguínea para agir como sinal de saúde sistêmica.

Os níveis de klotho caem com a idade em humanos e em todos os primatas estudados, o que sugere um papel direto no envelhecimento.

A descoberta mostrou que klotho é um dos supressores do envelhecimento mais potentes conhecidos, com potencial para contribuir no combate ao envelhecimento.

Em 1997, o médico e pesquisador japonês Makoto Kuro-o conduzia um experimento para desenvolver camundongos com hipertensão. Um erro de manipulação genético fez o gene alvo migrar para outro ponto, alterando um gene desconhecido. Os camundongos envelheceram de forma acelerada em apenas dois meses.

Os animais apresentaram arteriosclerose, osteoporose, deterioração cognitiva e pele enrugada. Normalmente, camundongos vivem perto de três anos; nesses, a expectativa de vida foi drasticamente reduzida, revelando um potente mecanismo de envelhecimento precoce.

Quatro anos de investigação levaram Kuro-o a identificar o gene responsável e publicar o achado na Nature. Ele batizou o gene de klotho, em referência às moiras da mitologia grega, responsáveis por tecer o fio da vida.

A proteína klotho existe em duas versões. Uma permanece ancorada na membrana de células do rim e do cérebro. A outra é um fragmento que se desprende, entra na corrente sanguínea e atua como sinal de saúde em todo o organismo.

Os níveis de klotho caem progressivamente com a idade, em humanos e em primatas estudados. Especialistas indicam que essa redução pode ter consequências diretas para o envelhecimento e a função fisiológica.

Mecanismo de ação e impacto

A forma ligada à membrana funciona localmente, enquanto o fragmento circulante transmite sinais de manutenção da saúde. Dados iniciais sugerem que manter níveis de klotho poderia reduzir danos vascular, ósseo e cognitivo associados ao envelhecimento.

Estudos em modelos animais indicam que camundongos tratados com klotho apresentam melhorias em massa muscular, densidade óssea e função cognitiva. Pesquisas futuras buscam esclarecer aplicações terapêuticas em humanos.

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