Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Adoçantes e saúde intestinal: qual o custo do zero açúcar?

Adoçantes artificiais podem alterar a microbiota intestinal e o eixo intestino-cérebro, influenciando fome, saciedade e metabolismo, segundo revisão e OMS

Adoçantes podem alterar a microbiota intestinal. (Foto: Towfiqu Barbhuiya via Canva)
0:00
Carregando...
0:00
  • Adoçantes artificiais como sucralose e sacarina podem alterar a microbiota intestinal e a comunicação entre intestino e cérebro no eixo intestino-cérebro.
  • Receptores de sabor doce presentes no trato gastrointestinal podem responder a esses adoçantes, enviando sinais que afetam saciedade e metabolismo, mesmo quando a energia não é fornecida.
  • A microbiota é reconhecida como um órgão metabólico; alterações na sua composição (disbiose) podem impactar a produção de metabólitos e a comunicação com o sistema nervoso.
  • Estudos indicam que adoçantes podem modificar regiões cerebrais de recompensa e fome, influenciando a busca por alimentos doces.
  • A Organização Mundial da Saúde recomenda cautela no uso de adoçantes sem açúcar para perda de peso de longo prazo; evidências não mostram benefício consistente e variam conforme tipo de adoçante, dose e microbiota. Em contextos específicos, pesquisas como o SWEET sinalizam alterações na microbiota sem apresentar evidências de segurança comprometida em pessoas com sobrepeso que substituem parte do açúcar por adoçantes.

Adoçantes artificiais podem influenciar a microbiota intestinal e alterar a comunicação entre intestino e cérebro. Pesquisas recentes apontam que substâncias como sucralose e sacarina podem modificar a composição bacteriana e a forma como o intestino sinaliza ao cérebro, afetando apetite e saciedade.

O trato gastrointestinal também reage a sabores doces. Receptores presentes no intestino ajudam a regular hormônios do metabolismo; quando usados adoçantes, o padrão pode diferir do observado com açúcar, gerando mensagens hormonais distintas.

A microbiota é tratada como um órgão metabólico. Revisão publicada em 2025, liderada por Roberto Coccurello, sugere que alguns adoçantes promovem disbiose, reduzindo microrganismos saudáveis e alterando compostos de comunicação com o cérebro.

Pesquisas em 2025 investigaram como adoçantes não calóricos afetam regiões do cérebro ligadas ao apetite. Resultados indicam respostas diferentes das geradas pelo açúcar, o que pode influenciar fome e desejo por doces.

A Organização Mundial da Saúde recomenda cautela no uso de adoçantes para perda de peso a longo prazo. Evidências não mostram benefícios consistentes, e efeitos variam conforme o tipo de adoçante, dose e microbiota do indivíduo.

Estudos recentes apontam resultados variados. Parte da pesquisa aponta alterações na microbiota, enquanto outros indicam efeitos neutros ou benéficos em contextos específicos, especialmente quando a alimentação é equilibrada.

Em estudo SWEET, divulgado pela Nature Metabolism em 2025, houve mudanças na microbiota sem indicar riscos de segurança em pessoas com sobrepeso que substituíram parte do açúcar por adoçantes dentro de uma dieta equilibrada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais