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Alerta sobre a Dieta Selva que elimina frutas, verduras e carboidratos

Especialistas alertam para riscos da Dieta da Selva, regime extremista que elimina fibras e carboidratos, causando constipação, alterações no colesterol e sobrecarga renal

A Dieta da Selva é baseada no consumo apenas de proteínas e gorduras — Foto: Unsplash
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  • A Dieta da Selva, criada por Roberto Brandini, defende alimentação quase exclusiva de proteínas e gorduras, eliminando arroz, feijão, frutas, verduras e legumes.
  • Brandini afirma que essa prática desbloqueia o “potencial máximo” do corpo e diz que alimentos tradicionais são “rações do governo” com agrotóxicos.
  • O nutricionista Guilherme Neves Eberhardt acompanhou grupos de adeptos e aponta alterações em colesterol, ácido úrico e glicose, além de constipação e mau hálito durante o regime.
  • Especialistas alertam que dietas restritivas podem causar desequilíbrios nutricionais, prisão de ventre crônica e pressão sobre os rins, com riscos a longo prazo.
  • O criador revisou o discurso após relatos de mal-estar, passando a aceitar frutas, legumes e grãos; orientadores ressaltam a importância de dietas equilibradas e desencorajam métodos extremamente restritivos.

A Dieta da Selva, regime baseado quase exclusivamente em proteínas e gorduras, ganhou notoriedade nas redes sociais ao prometer desbloquear o “potencial máximo” do corpo. Criada pelo influenciador Roberto Brandini, sem formação em Nutrição, a prática desaconselha arroz, feijão, frutas, verduras e legumes. A ideia é eliminar itens considerados nocivos para a saúde, segundo o criador.

Seguidores passaram a aderir ao movimento, que ganhou comunidades entre homens buscando um padrão de vida mais elevado. Brandini afirma que alimentos comuns seriam “racoes do governo” com agrotóxicos, defendendo uma alimentação com carnes, ovos e manteiga. Dados indicam milhares de seguidores entre TikTok e Instagram.

Efeitos relatados e análises técnicas

Um nutricionista que investigou grupos de adeptos constatou relatos de alterações em exames de colesterol, ácido úrico e glicose, além de constipação e mau hálito. Especialistas destacam que a dieta é pobre em fibras e carboidratos, elevando riscos de saúde a longo prazo.

A constipação é um dos primeiros problemas apontados, já que fibras ajudam o funcionamento intestinal. Em casos mais graves, o desequilíbrio pode aumentar hipóteses de complicações intestinais no futuro. A cetose provocada pela restrição de carboidratos também é discutida entre especialistas.

Detalhes clínicos e impactos

Profissionais explicam que a cetose altera a fonte de energia do corpo, priorizando proteínas, o que pode reduzir foco, memória e agilidade. O mau hálito é citado como efeito comum durante o regime, associado aos corpos cetônicos. Rins também podem enfrentar sobrecarga pela elevação de proteína.

Além disso, o excesso proteico pode elevar o risco de elevação de glicose e de gordura corporal, conforme observam nutricionistas. Esses efeitos costumam surgir com o tempo e variam conforme o indivíduo e o seguimento da dieta.

Mudança de discurso e orientações atuais

Brandini alterou o discurso sobre alimentos permitidos após relatos de intolerância entre seguidores. Critica-se a restrição extrema, com relatos de inclusão gradual de frutas, legumes e grãos. Nutricionistas reforçam que dietas restritivas costumam ser insustentáveis a longo prazo.

Especialistas orientam que práticas alimentares devem promover equilíbrio e excluir apenas restrições extremas. Profissionais de nutrição alertam para não aderir a métodos que excluam grupos alimentares ou promovam jejum prolongado, por potencial de prejuízos à saúde.

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