- A Anvisa aprovou o medicamento não hormonal fezolinetanto, que será comercializado sob o nome Veoza, para sintomas da menopausa como ondas de calor e suor noturno.
- O tratamento oferece uma alternativa à reposição hormonal para mulheres que não podem usar, ou não respondem, a esse tipo de therapy.
- Os estudos clínicos com mais de 3.000 mulheres mostraram redução na frequência e na intensidade dos sintomas, com perfil de segurança considerado adequado.
- O fezolinetanto atua no centro regulador da temperatura no hipotálamo, buscando aliviar os desarranjos vasomotores sem hormônios.
- Ainda não há definição de preço nem data de lançamento no Brasil; o valor será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos após a aprovação.
A Anvisa aprovou um novo medicamento não hormonal destinado a aliviar sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. O fármaco, chamado fezolinetanto, será comercializado no Brasil com a marca Veoza. Trata-se de uma alternativa para mulheres que não podem utilizar reposição hormonal ou que não obtêm resposta satisfatória com ela.
O remédio atua no sistema nervoso central, reduzindo as manifestações vasomotoras que compõem o climatério. Segundo dados apresentados pela fabricante, o tratamento oferece alívio significativo na frequência e na intensidade dos fogachos, com perfil de segurança aceitável.
A aprovação foi embasada por estudos clínicos que envolveram mais de 3 mil mulheres. Os resultados indicaram melhora rápida e eficaz dos sintomas, contribuindo ainda para potenciais ganhos na qualidade de sono e na vida cotidiana.
Entre os sintomas beneficiados estão ondas de calor, suores frios, alterações de humor e distúrbios do sono. O manejo adequado destes sinais ajuda a reduzir impactos na produtividade e na rotina diária das pacientes.
O Veoza é indicado para mulheres na transição para a menopausa ou na fase pós-menopausa com sintomas moderados ou intensos. Também se estabelece como opção para quem não pode ou não quer realizar reposição hormonal devido a contraindicações, como histórico de trombose, infarto ou câncer de mama, ou falhas na terapia hormonal.
Ainda não foi definido o preço nem a data oficial de chegada ao mercado brasileiro. O valor será estabelecido pela CMED após a aprovação pela Anvisa.
Astellas, laboratório responsável pelo fezolinetanto, afirma manter cooperação com governos, pagadores e planos de saúde para facilitar o acesso à inovação. A empresa destaca o compromisso com a transparência e com a disponibilidade do tratamento.
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