- A BMW anunciou que substituirá a fibra de carbono por um material de origem vegetal à base de linho, desenvolvido pela suíça Bcomp, mantendo leveza e resistência.
- A medida acompanha o debate regulatório na União Europeia, que pode tornar a fibra de carbono proibida em automóveis a partir de 2029.
- A fibra de carbono é associada a riscos ambientais quando descartada, com microfragmentos que podem contaminar máquinas e pessoas.
- A BMW vem testando peças de fibras naturais desde 2019 em competições como Fórmula E e DTM, e leva esse desenvolvimento para carros de rua, começando pelo futuro BMW M3.
- Um dos primeiros componentes a ser substituído será o teto, produzido por um processo industrial automatizado (RTM) com resinas, integrando o novo material.
A BMW anunciou que vai substituir a fibra de carbono usada em seus carros por um material de origem vegetal, desenvolvido pela empresa suíça Bcomp. O objetivo é manter leveza e resistência, mas reduzir impactos ambientais.
A decisão acompanha uma possível restrição regulatória na Europa. A União Europeia avalia proibir o uso de fibra de carbono em automóveis a partir de 2029, alegando impactos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente durante o descarte.
A mudança também reflete uma tendência mundial de sustentabilidade. Em paralelo, o material à base de linho promete desempenho semelhante à fibra atual, com menor pegada ecológica.
Parcerias e testes
Desde 2019, a BMW colabora com a Bcomp em competições como Fórmula E e DTM, testando peças de fibras naturais em condições extremas. A experiência bolsterá a aplicação em veículos de rua.
Os primeiros componentes de produção em série devem incluir o teto, fabricado por meio de um processo industrial automatizado (RTM) com resinas. O objetivo é manter rigidez e segurança.
Os projetos atuais indicam que a transição começará por modelos de alto desempenho, com foco no próximo BMW M3. A estratégia prioriza manter desempenho sem depender de materiais convencionais.
A meta da BMW é alinhar inovação tecnológica a metas ambientais, reduzindo resíduos na fase de descarte. A empresa não informou prazos adicionais para a substituição completa.
Fontes próximas ao tema destacam que a transição envolve custos, logística de produção e garantia de qualidade equivalentes aos atuais componentes de fibra de carbono.
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