Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Calor extremo atinge 1 bilhão de pessoas a mais desde os anos 1970, aponta estudo

Calor extremo atinge 1 bilhão de pessoas a mais desde 1970; noites quentes aquecem mais rápido, elevando riscos à saúde e à recuperação do corpo

Um homem segura uma criança em Brasília durante o pôr-do-sol de quarta-feira (20); Brasil vive onda de calor. — Foto: Adriano Machado/Reuters
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo divulgado na Nature Climate Change aponta que hoje cerca de 1 bilhão de pessoas a mais enfrentam ao menos um dia de calor extremo por ano em relação a 1970, aumentando a parcela global exposta de 16% para 22%.
  • O aquecimento é descrito como multidimensional: calor durante o dia, calor à noite e cada vez mais nos dois momentos sem pausa para o corpo.
  • Noites mais quentes estão subindo mais rápido que os dias; o índice de sensação térmica UTCI mostrou aumento de 0,32 °C por década nas dez noites mais quentes, ante 0,27 °C nos dez dias mais quentes.
  • A América do Sul, incluindo o Brasil, está entre as regiões mais impactadas; no norte da região há até 80 dias a mais por ano com calor muito forte, e no Sul e Sudeste do Brasil até 50 dias a mais.
  • Além do calor extremo, eventos compostos, com dia de calor forte seguido por noite tropical, ficaram mais frequentes; o estudo também alerta que 559 milhões de crianças já estão expostas a alta frequência de ondas de calor.

O calor extremo atinge mais pessoas do que no passado. Um estudo publicado na revista Nature Climate Change aponta que cerca de 1 bilhão de pessoas a mais enfrentam ao menos um dia de calor extremo por ano em comparação com a década de 1970. A parcela da população exposta subiu de 16% para 22%.

A pesquisa utiliza o Índice Climático Térmico Universal (UTCI) para medir a sensação de calor, levando em conta temperatura, umidade, vento e radiação. Os cientistas analisaram dados de 1950 a 2024 e compararam 2015–2024 com 1970, marco de alta observada.

O estudo indica uma tendência multidimensional, em que o calor se prolonga durante o dia e a noite, com frequência cada vez maior em ambas as pontas do dia. O aumento das noites quentes ocorre de forma mais rápida que o dos dias mais quentes.

Região e impactos no continente

A América do Sul, incluindo o Brasil, aparece entre as regiões com maior avanço do calor. Nos dias mais quentes, a sensação térmica máxima subiu de 2 °C a 4 °C desde os anos 1970. À noite, as mínimas percebidas cresceram de 1 °C a 3 °C no mesmo período.

Em áreas do norte da América do Sul, o número de dias com calor muito forte aumentou até 80 dias por ano. No Sul e Sudeste do Brasil, houve incremento de até 50 dias com calor forte a extremo.

Dados globais e notas sobre vulnerabilidade

O estudo aponta que, para o calor extremo, a exposição na América do Sul ficou 2,5 vezes maior do que nos anos 1970. Esse movimento é similar ao observado na Europa, o maior entre os continentes.

Especialistas destacam que as cidades podem ter subestimado os impactos devido às ilhas de calor urbano. Sequências de calor combinadas com noites quentes tornaram-se mais frequentes, longas e intensas em todos os continentes.

Tendências de duração e população

O salto na exposição resulta de combinação entre clima em aquecimento e crescimento populacional. Para dias de calor extremo, o peso da população foi menor, enquanto mudanças climáticas tiveram papel mais relevante em eventos mais longos e intensos.

Nos anos 1970, cerca de 55% da população mundial vivia em locais com ao menos 90 dias de calor forte por ano. Hoje, esse contingente chega a 70%.

Crianças e vigilância

Cerca de 559 milhões de crianças já estão expostas a alta frequência de ondas de calor, segundo o estudo. Esse grupo é considerado particularmente vulnerável, pois tem menor capacidade de regular a temperatura corporal.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais