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Desafio elétrico muda: armazinar energia passa a ser foco, diz especialista

Leilão de armazenamento de energia em baterias avança; setor prevê maturação até 2030 e benefício potencial para tarifas residenciais

Fábio Lima, diretor executivo da Absae: bateria pode amenizar problemas de corte de energia
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  • O Brasil terá o primeiro leilões de armazenamento de energia em baterias, com as duas etapas marcadas para os dias 2 e 4 de dezembro.
  • O diretor-executivo da Absae afirma que, em cinco anos, o consumidor residencial poderá sentir tarifas mais baixas graças aos sistemas de armazenamento.
  • O armazenamento busca compatibilizar a geração renovável — solar e eólica — com o consumo, reduzindo desperdícios e a dependência de hidrelétricas.
  • Os projetos do leilão devem ficar principalmente no Nordeste e em Minas Gerais, enquanto as baterias instaladas por consumidores acompanham a demanda na região Sudeste.
  • A regulamentação está em avanço, com expectativa de indústria bastante madura entre 2028 e 2030 e avanços em tarifas horárias e novos modelos de remuneração para o setor.

O Brasil se aproxima do primeiro leilão de armazenamento de energia em baterias. O objetivo é contratar sistemas capazes de armazenar energia e liberá-la nos momentos de maior demanda, fortalecendo o SIN. A novidade pode reduzir custos para o consumidor residencial no futuro.

Fabio Lima, diretor-executivo da Absae, afirma que a indústria de baterias deve amadurecer até 2030. Ele destaca que o certame ocorrerá em duas etapas, nos dias 2 e 4 de dezembro, e que os avanços vão além do leilão, envolvendo regras, incentivos e redes de suporte.

Leilão e maturação do mercado

A construção de sinais econômicos positivos é essencial para o desenvolvimento. Lima ressalta que o armazenamento ajuda a evitar desperdícios de energia renovável, ao permitir usa-la quando a demanda é maior. O tema também envolve impactos ambientais.

Participação e impactos

Participantes do setor de energia, geração distribuída e consumidores poderão se beneficiar. As baterias reduzem encargos pagos pelo consumidor ao manter usinas operacionais, além de viabilizar uso eficiente de energia solar e eólica.

Região de instalação e cenário regulatório

Nos grandes projetos, as baterias devem ficar no Nordeste e em Minas Gerais, com apoio próximo aos locais de maior demanda. Usuários residenciais devem acompanhar a expansão da distribuição de baterias na região Sudeste.

O que vem pela frente

O ciclo regulatório já trouxe regras básicas da Aneel e o modelo de remuneração via leilão de reserva. Entre 2028 e 2030, a indústria deve se tornar mais madura e apresentar crescimento contínuo junto à expansão do setor elétrico.

Perspectivas para o consumidor

A tarifa horária ainda está em discussão pela Aneel para consumidores de baixa tensão. A ideia é sinalizar períodos de abundância e custo baixo, com o carregamento de baterias em horários de menor preço e uso em picos.

Benefícios e segurança

As baterias utilizadas são químicamente semelhantes às de veículos elétricos, com baixa emissão e ocupação reduzida de espaço. A reciclagem já é praticada no país, com procedimentos de descarte bem definidos.

O papel das baterias hoje

A relação entre armazenamento e mercado livre de energia deve aumentar a visibilidade de preços dinâmicos para o consumidor. O armazenamento pode incentivar investimentos em geração distribuída e reduzir custos sistêmicos a longo prazo.

Quando a mudança chega ao lar

A implementação de tarifas horárias pode alcançar consumidores residenciais a partir de entradas em vigor regulatórias futuras. A expectativa é de que o mercado passe a operar com maior eficiência entre 2028 e 2030.

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