- Dexco, em parceria com a Subiter, criou o dispositivo de inspeção por luz MSLD para identificar porosidade em chapas de MDF usadas na fabricação de móveis, com leitura em segundos e apoio de inteligência artificial.
- A solução substitui teste químico destrutivo que descartava cerca de mil chapas por ano e levava até vinte e quatro horas para entregar resultado.
- Em oito meses, a tecnologia gerou economia de R$ cinco milhões em resina, ao reduzir desperdícios e devoluções de material.
- O projeto nasceu no programa Open Dexco, que já recebeu cem startups e realizou 36 projetos-pilotos.
- Há planos de levar a solução para medições automáticas na linha de produção ainda neste ano, com sensores integrados e IA preditiva para ajustes em tempo real.
O que aconteceu
A Dexco, em parceria com a startup Subiter, adaptou uma tecnologia de inspeção por luz, originalmente criada para cascos de navios, para identificar falhas de porosidade em chapas de MDP usadas na fabricação de móveis. O sistema, batizado de MSLD (macroscopia de superfície com luz direcionada), funciona em segundos.
Quem está envolvido
A Dexco é a empresa responsável pela aplicação, com apoio da Subiter, empresa de São José dos Campos (SP). A solução nasceu dentro do programa de inovação aberta Open Dexco, ativo desde 2012, que já recebeu 100 startups e realizou 36 projetos-piloto.
Quando e onde
O projeto foi desenvolvido nos últimos dois anos, com testes iniciando no ano passado. Em 2026, a Dexco incorporou definitivamente a solução à operação. A aplicação ocorre nas unidades da empresa, no Brasil, com foco na linha de produção de móveis.
Por que foi adotada
A inspeção por luz substitui um método químico destrutivo, que levava até 24 horas e descartava amostras. A nova leitura é instantânea, não destrutiva e reduz perdas no processo, além de evitar devoluções de material.
Resultados e impactos
Em oito meses, a Dexco informou uma economia de cerca de R$ 5 milhões em resina, com melhoria no controle da superfície das chapas e menor desperdício de insumos. A leitura é apoiada por inteligência artificial para identificar poros invisíveis a olho nu.
Desenvolvimento técnico
A tecnologia utiliza iluminação da superfície em três ângulos e câmeras de alta resolução para gerar leituras visuais. O processo substituiu o teste químico anterior, que dependia de tolueno e gerava descarte de peças analisadas.
Desdobramentos futuros
A Dexco e a Subiter acionaram um pedido de patente compartilhada no INPI. A empresa também avalia levar a solução para medições automáticas diretamente na linha de produção neste ano, com sensores integrados e IA preditiva para ajustes em tempo real.
Declarações oficiais
Segundo o representante da Dexco, o objetivo é ampliar a adoção de tecnologias para automação, gestão de dados e eficiência, mantendo a produção estável e com qualidade superior. A parceria busca gerar valor para a cadeia e para o cliente sem afetar o ritmo das fábricas.
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