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Diagnóstico de autismo em adultos traz alívio e explicações, diz Dr. Kalil

Diagnóstico tardio de autismo em adultos traz alívio e explicação; Unifesp mostra que mais de setenta por cento não suspeitaram na infância

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  • Estudo no ambulatório da Unifesp com mais de 3 mil adultos autistas mostra que mais de setenta por cento nunca tiveram suspeita do transtorno na infância.
  • O diagnóstico na vida adulta pode trazer alívio e explicar dificuldades enfrentadas ao longo da vida, segundo especialistas.
  • Muitos recebem diagnósticos equivocados antes do diagnóstico correto de autismo.
  • Em adultos, há comorbidades em cerca de setenta a oitenta por cento, principalmente transtornos de ansiedade e de humor, com intervenções baseadas em terapias cognitivo-comportamentais ou tratamentos medicamentosos, conforme o caso.
  • Ressalta-se a importância do acolhimento familiar, especialmente para crianças recém-diagnosticadas, com orientação sobre intervenções prioritárias.

O diagnóstico de autismo em adultos pode trazer alívio e explicações para quem convive há anos com dificuldades não esclarecidas. Especialistas que atendem adultos com TEA discutiram o tema no programa CNN Sinais Vitais, destacando impactos do diagnóstico tardio e condutas recomendadas.

A psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, ressaltou que muitos pacientes chegam ao diagnóstico após longos períodos de sofrimento. A psicóloga Tatiana Mecca, da Santa Casa de São Paulo, mencionou dados de um levantamento com mais de 3 mil adultos autistas, que aponta alta parcela de indivíduos sem suspeita na infância.

Segundo o estudo, mais de 70% dos participantes não tinham a percepção de autismo na infância, o que muitas vezes resulta em diagnósticos equivocados antes da identificação correta. As especialistas destacaram a importância de sinalizar sinais e buscar avaliação especializada quando necessário.

Impactos e condutas após o diagnóstico

Em crianças, as intervenções costumam priorizar aspectos sensório-motores e comunicativos, com encaminhamentos a fonoaudiologia e terapia ocupacional. Na vida escolar, o acompanhamento psicopedagógico pode favorecer a aprendizagem.

Na fase adulta, a presença de comorbidades é comum, especialmente transtornos de ansiedade e de humor. Intervenções podem incluir terapias cognitivo-comportamentais ou tratamento medicamentoso, conforme o perfil do paciente.

O acolhimento familiar é destacado como fundamental, sobretudo para crianças recém-diagnosticadas, com orientação sobre as intervenções mais adequadas às possibilidades disponíveis.

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